Na última semana de setembro, a pesquisa de opinião da Quaest revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro estavam empatados em intenção de voto para um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. O levantamento, divulgado em 28 de setembro, foi realizado entre 24 e 27 de setembro, com 2.004 eleitores entrevistados em todo o país. A pesquisa foi publicada seis dias antes da votação do primeiro turno, marcada para 4 de outubro.
Contexto da pesquisa e metodologia
A Quaest conduziu o estudo entre 24 e 27 de setembro, utilizando amostragem aleatória estratificada para garantir representatividade nacional. A margem de erro foi de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%, parâmetros padrão para pesquisas eleitorais no Brasil.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-06520/2026, o que assegura a transparência e a validade dos dados. A amostra incluiu eleitores de todas as regiões, com atenção especial a estados decisivos nas últimas eleições, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Além das perguntas sobre intenção de voto, a pesquisa abordou a probabilidade de voto em branco, anulação e abstenção, bem como o grau de indecisão dos entrevistados. Esses dados permitem compreender não apenas quem lidera, mas também o cenário de volatilidade entre os eleitores.
Resultados detalhados e comparações
Na primeira rodada, Lula registrou 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 34%, criando uma vantagem de cinco pontos percentuais para o petista. Contudo, na simulação de segundo turno, ambos ficaram com 42% das intenções, indicando um empate numérico.
O empate foi reforçado pelos números de eleitores indecisos e daqueles que consideram votar em branco ou anular o voto. A pesquisa apontou que 13% dos entrevistados declararam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam à votação, enquanto 3% ainda estavam indecisos.
Comparando com a pesquisa anterior, divulgada em 21 de setembro, Lula subiu um ponto percentual, passando de 41% para 42% nas simulações de segundo turno. Flávio manteve-se estável em 42%, evidenciando a consistência do empate ao longo das duas semanas.
Desde a primeira pesquisa da série, realizada em 13 de agosto, os candidatos têm apresentado resultados muito próximos, com variações dentro da margem de erro. Naquela data, Lula tinha 43% e Flávio 40%, já indicando uma disputa apertada desde o início da campanha.
- Lula: 39% na primeira rodada, 42% no segundo turno.
- Flávio Bolsonaro: 34% na primeira rodada, 42% no segundo turno.
- Eleitores indecisos: 3%.
- Voto em branco ou anulação: 13%.
Implicações para o segundo turno e perspectivas futuras
O empate numérico na simulação de segundo turno sugere que a campanha ainda tem margem para mudanças significativas. Estratégias de mobilização, debates, alianças políticas e eventos externos podem alterar a percepção dos eleitores nos dias que antecedem a segunda votação.
Especialistas apontam que a presença de 13% de eleitores dispostos a votar em branco ou anular o voto pode ser decisiva. Caso esses eleitores se mobilizem contra um dos candidatos, o resultado pode pender para o lado oposto ao do empate atual.
Além disso, a proximidade dos números pode influenciar a formação de coalizões. Partidos menores que ainda não declararam apoio podem escolher se alinhar a Lula ou a Flávio, buscando garantir influência no governo futuro.
Outro ponto relevante é o comportamento das urnas nas regiões metropolitanas, que historicamente apresentam maior volatilidade. A pesquisa indica que o candidato que conseguir consolidar apoio nas grandes cidades terá vantagem estratégica no segundo turno.
Por fim, a estabilidade dos números ao longo das últimas semanas reforça a ideia de que a disputa está longe de ser decidida. Os próximos debates, a agenda de campanha e possíveis escândalos poderão reconfigurar o cenário eleitoral antes da votação final.








