Geraldo Alckmin, de 73 anos, volta ao centro da política nacional como candidato a vice‑presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A parceria foi formalizada em 2022, mas ganhou novo destaque em 2024, quando o governo iniciou a preparação para a disputa eleitoral. O vice‑presidente já ocupou cargos de destaque e agora se prepara para concorrer à reeleição.
Trajetória política de Geraldo Alckmin
Alckmin iniciou sua carreira na política há cinco décadas, depois de concluir o curso de medicina. Seu primeiro mandato foi como vereador em sua cidade natal, Pindamonhangaba, onde aprendeu os fundamentos da gestão pública local.
Em seguida, foi eleito prefeito da mesma cidade, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos. Durante esse período, implementou projetos de infraestrutura que ainda são referência no município.
O salto para o cenário estadual ocorreu quando se tornou deputado estadual, e depois deputado federal, representando São Paulo na Câmara dos Deputados. Seu desempenho legislativo chamou a atenção dos líderes do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Alckmin foi eleito vice‑governador de São Paulo em 1994, ao lado de Mário Covas, e assumiu a governadoria em 2001 após a morte do titular. Ele foi reeleito governador em 2002, 2006 e 2010, totalizando quatro mandatos consecutivos.
- Vereador de Pindamonhangaba
- Prefeito de Pindamonhangaba
- Deputado estadual (São Paulo)
- Deputado federal (São Paulo)
- Vice‑governador de São Paulo
- Governador de São Paulo (4 mandatos)
Além desses cargos, Alckmin concorreu à presidência da República duas vezes. Em 2006 chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, ficou em quarto lugar, atrás de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad e Ciro Gomes.
A aliança com Lula e a migração para o PSB
Em dezembro de 2021, Alckmin deixou o PSDB, partido que ajudou a fundar, citando a necessidade de “um tempo de mudança”. A saída abriu caminho para sua adesão ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) no início de 2022.
O ex‑governador de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex‑governador do Rio de Janeiro, Marcio França, foram os principais articuladores da aliança entre Alckmin e Lula. A estratégia visava ampliar a base de apoio no centro‑politico e conquistar eleitores moderados.
Quando a chapa foi oficialmente anunciada, Alckmin assumiu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, posição que ocupou até o final de 2025, quando se afastou para dedicar-se integralmente à campanha de reeleição.
A escolha de Alckmin como candidato a vice‑presidente foi vista como um movimento de conciliação entre diferentes correntes políticas, reforçando a imagem de um governo plural e capaz de dialogar com o empresariado, com os sindicatos e com a sociedade civil organizada.
Desafios e perspectivas para a reeleição em 2026
Com a proximidade das eleições, a chapa Lula‑Alckmin enfrenta uma série de desafios: a retomada econômica pós‑pandemia, a questão da inflação, a necessidade de avançar em reformas estruturais e a pressão de movimentos sociais que exigem maior participação cidadã.
Alckmin tem se posicionado como defensor do voto popular, afirmando que “quem não acredita no voto popular não deveria nem ser candidato”. Essa mensagem tem sido central nas campanhas de mobilização nas redes sociais e nos encontros presenciais.
Além disso, a experiência administrativa de Alckmin, acumulada em décadas de gestão estadual, será utilizada como argumento para garantir estabilidade e continuidade nas políticas públicas, sobretudo nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
Os analistas políticos apontam que a presença de Alckmin na chapa pode atrair eleitores de centro‑direita que, tradicionalmente, se sentiram desconfortáveis com a esquerda, mas que valorizam a competência técnica e a trajetória de governo bem‑sucedida.
Por outro lado, a oposição tem intensificado críticas sobre a suposta “troca de bandeiras” e questionado a coerência ideológica da aliança. A campanha de Lula‑Alckmin tem respondido reforçando a ideia de unidade nacional e de superação de polarizações.
Nas próximas semanas, a agenda de campanha incluirá comícios em cidades estratégicas, debates televisivos e uma forte presença digital, com vídeos curtos, podcasts e posts que destacam a história de Alckmin e sua visão para o futuro do Brasil.
Se a chapa conseguir consolidar o apoio dos eleitores moderados e manter a base tradicional do PT, as chances de vitória nas urnas de 2026 aumentam significativamente. O resultado dependerá, porém, da capacidade de articular propostas concretas que respondam às demandas da população em áreas como emprego, segurança pública e meio ambiente.








