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Advogado de Flávio Bolsonaro refuta acusações de Richarlison sobre ilha em Angra dos Reis

O advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, respondeu nesta sexta‑feira, 19 de outubro de 2026, às graves acusações feitas pelo jogador de futebol Richarlison sobre a suposta tomada de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral da Costa Verde do Rio de Janeiro. Richarlison alegou ter sido enganado em um negócio que envolveria cerca de dez milhões de reais e pediu que a polícia investigasse um possível crime de apropriação indevida.

Reação de Willer Tomaz

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Willer Tomaz iniciou a defesa afirmando que nunca houve qualquer ato ilícito por parte de Flávio Bolsonaro ou de seus representantes. Ele destacou que a ação judicial foi ajuizada em 2022, quando a disputa pela propriedade da ilha ainda estava em fase de negociação entre as partes interessadas.

O advogado explicou que o réu no processo era a empresa Sport 70, da qual Richarlison é sócio, e que a empresa acabou perdendo a causa em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça. Segundo Willer, a decisão foi unânime e já está transitada em julgado, o que impede qualquer recurso futuro.

Willer ainda ressaltou que a acusação de “mão grande” não tem fundamento legal. Ele afirmou que o termo usado pelo jogador foi meramente retórico e que a justiça já reconheceu a legitimidade da compra da ilha por quem detinha a escritura desde 1986.

Documentos que comprovam a posse da ilha

Para sustentar sua argumentação, o advogado apresentou um conjunto de documentos oficiais que comprovam a cadeia de titularidade da propriedade. Entre os itens exibidos no vídeo, destacam‑se:

  • Escritura de compra e venda registrada na matrícula do imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóveis de Angra dos Reis;
  • Certidão da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) indicando a regularidade da posse;
  • Recibos de pagamento de IPTU, foro e demais encargos referentes a mais de dez anos de propriedade;
  • Contrato de renúncia assinado em 2025, onde a empresa de Richarlison desistiu de prosseguir com a ação para evitar o pagamento de sucumbência.

Willer enfatizou que os documentos são públicos e podem ser consultados por qualquer interessado. Ele ainda desafiou Richarlison a apresentar a escritura de compra da área, afirmando que a inexistência desse documento demonstra a falta de fundamento das alegações do jogador.

O advogado também apontou que a própria empresa de Richarlison reconheceu, em petição judicial, ter pago cerca de 2,6 milhões de reais pela parte do imóvel que lhe cabia. Essa quantia, segundo ele, não corresponde ao valor total alegado de 10 milhões, o que indica que o restante dos recursos pode ter sido destinado a terceiros ou simplesmente não existiu.

Análise jurídica e desdobramentos políticos

Do ponto de vista jurídico, a conclusão das investigações da Polícia Civil e do Ministério Público reforçou a tese de que não há indícios de crime. Ambos os órgãos arquivaram o caso por falta de provas concretas, o que fortalece a posição de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro.

Entretanto, o caso ganhou contornos políticos quando Richarlison utilizou sua popularidade para cobrar o candidato presidencial nas redes sociais, sugerindo que a suposta “mão grande” seria um esquema de enriquecimento ilícito. Willer acusou o jogador de oportunismo, afirmando que a denúncia tem data marcada para prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro.

O advogado ainda ressaltou que, além de não existir documento que comprove a compra da ilha por Richarlison, o jogador nunca pagou IPTU ou qualquer taxa municipal relacionada ao imóvel. Essa ausência de comprovação fiscal, segundo Willer, evidencia que o jogador não detém nenhum direito sobre a propriedade.

Em resposta ao pedido de Richarlison para que os eleitores cobrem a ilha ao candidato, Willer propôs uma solução direta: oferecer o imóvel ao jogador caso ele apresente a documentação que comprove a compra. O advogado declarou que, se tal documento existisse, ele estaria disposto a transferir a posse, mas que “esse documento simplesmente não existe”.

O debate, que começou como uma disputa judicial, acabou se transformando em um confronto mediático entre duas figuras públicas de grande influência. Enquanto a justiça já se pronunciou, a narrativa nas redes sociais continua alimentando dúvidas e gerando engajamento entre os seguidores de ambos os lados.

Analistas de comunicação apontam que o caso ilustra como questões jurídicas podem ser exploradas como estratégia de campanha, sobretudo em períodos eleitorais. Eles sugerem que a população deve acompanhar as decisões judiciais e não se deixar levar apenas por declarações emotivas.

Por fim, Willer Tomaz encerrou o vídeo agradecendo ao público pela atenção e reforçando que continuará acompanhando o caso, caso surjam novas informações ou documentos que possam mudar o entendimento atual.

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