Com o segundo turno da eleição presidencial marcado para o domingo, 25 de outubro de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aumentam a presença nas ruas e nos debates televisivos. O objetivo de ambos os candidatos é conquistar eleitores nos estados do Sudeste, onde se concentram os maiores colégios eleitorais do país.
Estrategias de Lula: apelo popular e propostas de governo
Lula aposta em medidas de apelo popular para tentar reverter a vantagem de Flávio, que liderou o primeiro turno com 47% das intenções de voto segundo o Datafolha. O petista destaca programas sociais, a ampliação da escala 6×1 e a manutenção de benefícios já consolidados.
Para reforçar a mensagem, a campanha tem usado micro‑vídeos nas redes sociais, destacando histórias de beneficiários de políticas públicas. Além disso, o candidato tem participado de encontros com lideranças sindicais e de movimentos sociais, buscando ampliar a base de apoio.
Entre as propostas que Lula tem divulgado na reta final, estão:
- Ampliação do programa de transferência de renda para 20 milhões de famílias.
- Reforço na infraestrutura de saneamento básico nas regiões Norte e Nordeste.
- Investimento em energia renovável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
- Criação de um fundo de apoio a microempreendedores afetados pelas enchentes de 2024.
Essas iniciativas são apresentadas como respostas diretas às necessidades da população, sobretudo em áreas vulneráveis que sofreram com as enchentes recentes.
Flávio Bolsonaro: defesa de programas sociais e contra‑ataque nas redes
Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio Grande do Sul, tem concentrado sua estratégia em responder aos ataques de Lula e em destacar que seu plano de governo não prevê cortes nos programas sociais. A equipe de campanha, segundo fontes do g1, pretende intensificar a presença nas redes sociais com trechos dos debates previstos para a sexta‑feira, 23 de outubro, transmitidos pela TV Globo.
O senador tem reforçado a mensagem de que não há risco de redução de benefícios, embora tenha mudado de posição e votado a favor da escala 6×1, medida que antes criticava. Lula tem usado essa mudança para acusar Flávio de oportunismo, mas a campanha do PL argumenta que a votação foi estratégica para garantir estabilidade econômica.
Além das respostas digitais, a campanha de Flávio está organizando atos presenciais em cidades estratégicas:
- Belo Horizonte – ato no sábado, 24, ao lado de Nikolas Ferreira (PL‑MG).
- São Paulo – presença na Avenida Paulista no domingo, 18, como retaliação ao protesto pró‑Lula.
- Rio de Janeiro – mobilização prevista para o dia seguinte ao ato em São Paulo.
Essas ações visam consolidar a base de eleitores ideológicos e atrair eleitores indecisos que valorizam a continuidade de programas sociais.
O cenário das pesquisas e o impacto dos debates
As últimas pesquisas indicam um empate técnico entre os dois candidatos. O Datafolha mostrou 47% para Flávio e 45% para Lula, enquanto a Quaest registrou 46% e 44%, respectivamente. Esse estreitamento cria um ambiente de alta competitividade, onde cada ponto pode mudar o resultado.
Os debates televisivos são vistos como momentos decisivos. A campanha de Lula planeja usar o debate para enfatizar a aprovação popular da escala 6×1, que conta com 61% de apoio segundo a Quaest, e para criticar a suposta falta de compromisso de Flávio com a continuidade dos benefícios sociais.
Por outro lado, Flávio pretende usar o mesmo espaço para desmistificar as acusações de corte de benefícios e para apresentar um plano de redução de gastos que, segundo ele, não afetará os mais vulneráveis.
Especialistas em comunicação política apontam que a qualidade dos argumentos, a capacidade de conectar com eleitores em linguagem simples e a presença física nos principais centros urbanos serão determinantes para o resultado final.
Com a proximidade da votação, ambas as campanhas continuam a intensificar a mobilização nas ruas, a produção de conteúdo digital e a estratégia de alianças regionais, especialmente no Nordeste, onde Lula tem forte apoio, e no Sul, onde Flávio busca consolidar sua base.








