Nos próximos cinco dias, de 17 a 21 de outubro, serão divulgados doze novos levantamentos sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas, realizadas por diferentes institutos, chegam a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o domingo, 25 de outubro.
Cronograma das pesquisas nas próximas 24 horas
O primeiro levantamento da sequência será publicado pelo Ipespe na manhã de sábado, 17 de outubro. Em seguida, no domingo, a Vox Brasil trará seus números, oferecendo a primeira comparação de preferências entre os dois candidatos após a primeira rodada.
Na segunda‑feira, 19 de outubro, três institutos divulgarão suas análises: PoderData, AtlasIntel e BTG/Nexus. Cada um utiliza metodologias distintas, o que permite observar variações de margem de erro e perfil de amostragem.
Já na terça‑feira, 20 de outubro, o Instituto Veritá e o Real Time Big Data publicarão seus resultados, completando a agenda da metade da semana.
Por fim, a quarta‑feira, 21 de outubro, será marcada por três novas divulgações: Quaest, Palver e Gerp. Esses últimos dois ainda não haviam aparecido nas últimas rodadas, trazendo novidades ao panorama eleitoral.
- 17/10 – Ipespe
- 17/10 – Vox Brasil
- 19/10 – PoderData
- 19/10 – AtlasIntel
- 19/10 – BTG/Nexus
- 20/10 – Instituto Veritá
- 20/10 – Real Time Big Data
- 21/10 – Quaest
- 21/10 – Palver
- 21/10 – Gerp
Resultados recentes e tendências
Os últimos números divulgados por Quaest e Datafolha indicam um quadro de empate técnico entre Lula e Flávio. Na pesquisa da Genial/Quaest, Flávio liderou com 46 % das intenções de voto, enquanto Lula ficou com 44 %. Já o Datafolha mostrou 47 % para Flávio e 45 % para Lula, reduzindo a vantagem anterior de quatro pontos para apenas dois.
Essas oscilações permanecem dentro da margem de erro dos institutos, o que significa que ainda não há um vencedor claro. Contudo, a tendência de estreitamento do diferencial pode sinalizar um eleitorado ainda indeciso, pronto para ser influenciado por debates, anúncios e eventos de última hora.
É importante notar que as metodologias variam: enquanto alguns institutos utilizam entrevistas presenciais, outros recorrem a amostras online. Essa diferença pode impactar a representatividade de determinados grupos, como eleitores jovens ou moradores de áreas rurais.
Além disso, o período de coleta dos dados também influencia os resultados. Pesquisas realizadas logo após eventos de grande repercussão tendem a refletir picos momentâneos, enquanto aquelas com janela de coleta mais ampla oferecem uma visão mais estável.
Como interpretar os números nas semanas que antecedem o voto
Ao analisar as próximas divulgações, é fundamental considerar três aspectos: margem de erro, método de coleta e contexto político. A margem de erro indica o intervalo de confiança dos resultados; um diferencial menor que esse intervalo costuma ser classificado como empate técnico.
O método de coleta define quem foi entrevistado e como. Pesquisas que combinam telefone e internet tendem a captar diferentes perfis demográficos, o que pode explicar variações entre institutos.
Por fim, o contexto político inclui fatores como debates televisivos, entrevistas, escândalos e campanhas de mídia paga. Qualquer mudança significativa nesses elementos pode provocar flutuações abruptas nas intenções de voto.
Os analistas recomendam acompanhar a média móvel dos últimos levantamentos, descartando outliers e dando peso maior às pesquisas com amostras maiores e margens de erro menores. Essa prática ajuda a suavizar ruídos e a identificar tendências reais.
Com o segundo turno se aproximando, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está em um ponto crítico. As próximas pesquisas servirão como termômetro da opinião pública, oferecendo insights valiosos para candidatos, partidos e eleitores que buscam entender o cenário antes de se dirigirem às urnas.








