Lula e Flávio Bolsonaro foram protagonistas da propaganda eleitoral gratuita exibida na televisão nesta terça‑feira, 13 de outubro. As peças abordaram temas como segurança pública, programas sociais e estratégias de governo. O objetivo foi mobilizar eleitores nas capitais brasileiras e reforçar a mensagem de cada candidatura.
Segurança pública e propostas de Lula
Na propaganda do presidente, o foco recaiu sobre o combate ao crime organizado e à violência contra a mulher. Lula destacou a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a aprovação da PEC da Segurança Pública como marcos para maior integração entre polícias, bombeiros e guardas municipais.
O candidato ainda ressaltou a transformação de 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima, medida que visa reduzir a superlotação e melhorar a gestão dos detentos. Outro ponto enfatizado foi a ampliação do programa Celular Seguro, que busca recuperar aparelhos roubados e coibir o comércio ilegal.
Imagens de atos pró‑Lula em diversas capitais foram inseridas para ilustrar a mobilização da militância. A mensagem final da peça foi clara: “a mudança tem que ser no rumo certo”, reforçando a narrativa de continuidade das políticas de segurança.
A agenda de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro iniciou seu programa eleitoral criticando os índices de endividamento e inadimplência que, segundo ele, cresceram sob a gestão atual. O candidato afirmou que, se eleito, terá a maior base de apoio no Congresso em três décadas, citando o apoio de governadores de todas as regiões do país.
Na área social, o candidato prometeu manter programas já existentes, como Farmácia Popular, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Ele também detalhou iniciativas para a educação, anunciando o voucher‑creche e a rede TEA Brasil, composta por centros de referência para crianças com necessidades especiais.
Em segurança, Flávio apresentou o projeto “Smart Brasil”, inspirado no “Smart Sampa” de São Paulo, que prevê a instalação de câmeras de monitoramento em áreas estratégicas. O plano inclui também a criação de um “Tesouraço” nas contas públicas, com o objetivo de cortar gastos excessivos.
- Farmácia Popular
- Bolsa Família
- Minha Casa, Minha Vida
- Voucher‑creche
- Rede TEA Brasil
Além disso, o candidato exibiu vídeos de aliados que declararam apoio, como o ex‑presidente da Câmara Augusto Cury, o governador Tarcísio de Freitas e a senadora Michelle Bolsonaro. A presença desses nomes reforçou a ideia de uma coalizão ampla e diversificada.
Reações e apoio político
A propaganda de Lula também trouxe reportagens de pessoas afetadas pela atuação de milícias no Rio de Janeiro, questionando declarações anteriores de Flávio Bolsonaro que minimizaram o impacto desses grupos. Um trecho antigo do senador, quando era deputado estadual, foi reutilizado para criticar a postura de não estigmatizar a milícia.
Por outro lado, a campanha de Flávio destacou que manterá programas sociais já consolidados, tentando neutralizar as críticas sobre sua postura em relação às milícias. A estratégia buscou mostrar continuidade nas políticas de assistência, ao mesmo tempo em que propôs inovações tecnológicas na segurança.
Os blocos de apoio incluíram ainda falas de candidatos derrotados, como Ronaldo Caiado e Nikolas Ferreira, que reforçaram a importância da união entre os diferentes segmentos da direita. Essa aliança foi apresentada como um contraponto ao discurso de integração proposto por Lula.
Ao final das peças, ambas as campanhas convocaram eleitores a comparecerem às urnas, enfatizando a responsabilidade cívica e o impacto das escolhas nas próximas quatro décadas. O chamado à mobilização buscou transformar o conteúdo das propagandas em ação concreta nas ruas.








