Com a primeira votação concluída em 2 de outubro, o Brasil se prepara para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Os dois candidatos que avançaram são Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Os ex‑candidatos que ficaram fora da disputa agora declaram publicamente seus apoios, dividindo o cenário político entre duas grandes frentes.
Apoios a Flávio Bolsonaro
Quatro ex‑presidenciáveis já anunciaram apoio ao candidato do PL, reforçando a coalizão de centro‑direita. O primeiro foi Romeu Zema, governador de Minas Gerais pelo NOVO, que declarou que votará “contra o PT” e que “o Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula”.
Em seguida, Ronaldo Caiado, governador de Goiás e filiado ao PSD, encontrou‑se com Flávio Bolsonaro em vídeo‑chamada e afirmou que entrará na campanha “de corpo inteiro, por convicção”. “Queremos devolver o Brasil aos brasileiros”, disse o governador.
Clariana Barão, deputada federal, condicionou seu apoio à garantia de que “as mulheres não tenham um direito a menos neste país”. No dia 7 de outubro, a parlamentar reforçou que terá “compromisso irrestrito” com a candidatura de Flávio.
Por fim, o escritor e psicólogo Augusto Cury, do Avante, assinou um documento de apoio via chamada de vídeo no dia 8 de outubro. Cury explicou que “confia no voto de Flávio Bolsonaro, que está reivindicando seu primeiro mandato e o fim da reeleição”.
- Romeu Zema (NOVO)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Clariana Barão (MDB)
- Augusto Cury (Avante)
Apoios a Lula
Lula recebeu apoio de três ex‑presidenciáveis que se posicionaram contra Flávio Bolsonaro. O primeiro foi Fernando Henrique Cardoso, ex‑presidente do PSDB, que em vídeo nas redes sociais ressaltou a importância da continuidade das políticas sociais.
Em seguida, Ciro Gomes, do PDT, destacou a necessidade de manter o programa de combate à pobreza e a política externa de integração regional.
Por fim, Marina Silva, ex‑ministra do meio ambiente e candidata independente em 2022, enfatizou a urgência de ações climáticas e a defesa da Amazônia, alinhando‑se ao discurso de Lula sobre sustentabilidade.
- Fernando Henrique Cardoso (PSDB)
- Ciro Gomes (PDT)
- Marina Silva (Rede)
Posicionamentos ainda indefinidos e análise das alianças
Dos dez candidatos que ficaram fora do segundo turno, nove já definiram suas posições. O único que ainda não se pronunciou é Wilson Grassi, do Democrata, que mantém silêncio até a data de 25 de outubro.
Especialistas apontam que a divisão de apoios reflete não só afinidades ideológicas, mas também estratégias regionais. O apoio de Zema, por exemplo, tem forte impacto em Minas Gerais, estado decisivo nas últimas eleições. Já o endosso de Ciro Gomes traz peso ao Nordeste, tradicional bastião do PT.
Analistas de opinião pública, como a Datafolha, indicam que Flávio Bolsonaro tem 49% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula registra 45%. Esses números, porém, ainda podem variar conforme as alianças se consolidarem e novas declarações de apoio surgirem.
Além dos nomes já citados, há expectativas de que outros líderes locais, como prefeitos e vereadores, também façam campanha em nome de um dos candidatos. A tendência é que as redes sociais continuem sendo o principal canal de comunicação, com vídeos curtos, transmissões ao vivo e posts patrocinados.
Em resumo, o panorama político para o segundo turno está se configurando como uma disputa entre duas frentes bem estruturadas: a de centro‑direita, reunindo governadores e figuras do empresariado, e a de centro‑esquerda, que conta com ex‑presidentes, líderes progressistas e representantes da sociedade civil. O resultado final dependerá da capacidade de mobilizar eleitores indecisos e de transformar os apoios declarados em votos efetivos nas urnas.








