Na manhã de segunda‑feira, 12 de outubro de 2026, um projétil não identificado atingiu o Terminal 4 do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, matando ao menos 12 pessoas e ferindo mais de 300. O ataque foi reivindicado pelo grupo rebelde iemenita dos Houthis, que alegam retaliação pelos bombardeios sauditas no território iemenita.
Detalhes do ataque e suas consequências imediatas
Segundo relatos da coalizão liderada por Riad, o projétil cruzou o espaço aéreo saudita sem ser detectado pelos sistemas de alerta de ameaças, que permaneciam inoperantes no momento da explosão. A explosão ocorreu por volta das 15h00, horário local, provocando uma onda de choque que danificou a estrutura do terminal, incendiou parte da pista e espalhou destroços por áreas de embarque.
Os serviços de emergência foram acionados imediatamente, com mais de cinquenta ambulâncias deslocando vítimas para hospitais próximos. Entre os feridos, há passageiros, funcionários de solo e membros da segurança aeroportuária. As autoridades confirmaram que 12 civis perderam a vida, incluindo três crianças, e que a maioria dos feridos permanece em estado grave.
O aeroporto foi fechado temporariamente para avaliação de danos estruturais e para garantir a segurança dos passageiros. Enquanto isso, companhias aéreas internacionais suspendam voos para Riade, e o tráfego aéreo da região foi redirecionado para aeroportos alternativos, como o de Dammam e o de Jeddah.
- 12 mortos confirmados
- Mais de 300 feridos
- Fechamento temporário do Terminal 4
- Redirecionamento de voos para aeroportos vizinhos
Reação das autoridades e impacto internacional
O Ministério da Energia da Arábia Saudita declarou que a conferência internacional de energia, organizada pela WPC, continuará conforme planejado, apesar da tragédia. O evento, que reúne mais de 70 ministros e 300 executivos de energia, ocorre a cerca de 10 km do aeroporto e segue com reforço de segurança.
O Ministério da Educação anunciou que todas as escolas de Riade adotarão o ensino remoto por uma semana, a fim de proteger estudantes e funcionários. Simultaneamente, as embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha emitiram alertas de viagem, recomendando que seus cidadãos evitem o aeroporto e a região central da capital.
Companhias aéreas regionais, como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways, cancelaram ou suspenderam voos para Riade até segunda‑feira, 12 de outubro. A decisão foi tomada em resposta ao aumento do risco de segurança e à necessidade de proteger tripulação e passageiros.
O governo dos Estados Unidos informou que funcionários que trabalham na Arábia Saudita precisarão de autorização especial para usar o aeroporto, enquanto o Canadá alertou que operações comerciais podem ser afetadas por atividades militares na região.
- Conferência de energia da WPC segue
- Escolas adotam ensino remoto
- Embaixadas emitem alertas de viagem
- Companhias aéreas cancelam voos
Contexto do conflito e perspectivas futuras
O ataque se insere em um ciclo de escalada entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e a coalizão saudita, que apoia o governo iemenita. Desde 2015, a guerra no Iêmen tem provocado milhares de mortes civis e deslocamentos massivos, alimentando um clima de instabilidade que frequentemente transborda para territórios vizinhos.
Mohammed al‑Bukhaiti, porta‑voz dos Houthis, justificou a operação como resposta direta aos bombardeios sauditas realizados em áreas controladas pelos rebeldes. Ele afirmou que o grupo continuará a mirar infraestruturas estratégicas, como aeroportos e instalações de energia, para pressionar Riad a cessar as ofensivas no Iêmen.
Analistas de segurança apontam que a escolha do Aeroporto Rei Khalid tem um duplo objetivo: causar alto número de vítimas civis e interromper a logística de energia, já que o evento da WPC reúne líderes mundiais do setor. A vulnerabilidade dos sistemas de alerta de ameaças sauditas, evidenciada pela ausência de aviso prévio, também levanta questões sobre a eficácia da defesa aérea do reino.
Em resposta ao ataque, o Ministério da Defesa saudita divulgou que suas forças interceptaram e destruíram um míssil balístico que se dirigia ao território nacional, alegando que a ação evitou maiores perdas. No entanto, a comunidade internacional permanece cautelosa, pois ainda não há confirmação independente sobre a origem e o tipo exato do projétil.
O futuro imediato da região depende de negociações diplomáticas que envolvem não apenas Arábia Saudita e Iêmen, mas também potências globais como os Estados Unidos, a Rússia e a União Europeia. Enquanto isso, a população civil continua a sofrer as consequências de um conflito que já ultrapassa a década, com escassez de recursos, crises humanitárias e medo constante de novos ataques.
Especialistas em direito internacional ressaltam que ataques a aeroportos civis violam convenções de guerra e podem ser classificados como crimes de guerra, caso sejam comprovadas intenções deliberadas de atingir civis. Organizações de direitos humanos já solicitaram investigações independentes para apurar responsabilidades e garantir justiça para as vítimas.
À medida que o conflito avança, a comunidade internacional tem pressionado por uma solução negociada que inclua cessar‑fogo imediato, retirada de apoio militar externo e a criação de corredores humanitários seguros. O sucesso dessas iniciativas, porém, dependerá da disposição das partes em aceitar compromissos que muitas vezes são vistos como concessões estratégicas.








