Na madrugada de domingo, 11 de outubro de 2026, a Al Masirah TV, ligada ao movimento Houthi do Iêmen, anunciou um suposto ataque aéreo da Arábia Saudita contra o Aeroporto Internacional de Sanaa. Poucas horas depois, a coalizão liderada por Riad confirmou que um projétil não identificado havia atingido o terminal 4 do Aeroporto Rei Khalid, em Riade, provocando dezenas de mortes e centenas de feridos.
Acusações cruzadas entre Houthis e Arábia Saudita
Os Houthis, apoiados pelo Irã, alegam que o bombardeio de Sanaa foi uma retaliação direta às ofensivas sauditas no território iemenita. O porta-voz do grupo, Mohammed al‑Bukhaiti, declarou que a ação visa pressionar a coalizão para que cesse os ataques aéreos contra o Iêmen.
Do outro lado, a coalizão saudita afirmou que o projétil que atingiu o terminal 4 de Riade não foi identificado como um míssil inimigo, mas ainda assim causou graves danos e interrompeu temporariamente as operações do maior hub aéreo do reino.
Ambas as partes reforçaram que o conflito está se intensificando, com os Houthis prometendo ampliar suas operações contra alvos estratégicos sauditas, enquanto a Arábia Saudita mantém sua campanha militar no sul do Iêmen.
Impactos imediatos no Aeroporto Rei Khalid
O ataque ao terminal 4 ocorreu por volta das 15h, horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças saudita emitisse aviso prévio. O incidente resultou em 12 mortes confirmadas e mais de 300 feridos, entre passageiros, funcionários e socorristas.
Imediatamente após a explosão, o aeroporto foi fechado para voos comerciais. As autoridades sauditas garantiram que a conferência internacional de energia, organizada pela WPC, permaneceria em andamento, apesar das preocupações de segurança.
O Ministério da Educação decretou que todas as escolas de Riade adotariam o ensino remoto por uma semana, como medida preventiva contra possíveis novos ataques.
Companhias aéreas reagiram rapidamente:
- Kuwait Airways cancelou todos os voos programados para a capital saudita.
- Etihad Airways suspendeu suas rotas até segunda‑feira, 12 de outubro.
- Qatar Airways interrompeu voos selecionados, também até 12 de outubro.
Embaixadas de Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha emitiram alertas, recomendando que seus cidadãos evitassem o aeroporto e, em alguns casos, proibindo o uso do terminal até nova orientação.
Reações internacionais e medidas de segurança
O governo dos Estados Unidos, por meio da embaixada em Riad, informou que funcionários americanos precisam de autorização especial para acessar o aeroporto. O Canadá também alertou sobre interrupções nas operações devido à atividade militar na região.
Em um pronunciamento inesperado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo avaliava a possibilidade de apoiar os bombardeios sauditas contra os Houthis, gerando controvérsia nas discussões diplomáticas.
O último ataque registrado ao Aeroporto Rei Khalid ocorreu na quinta‑feira anterior, 8 de outubro, quando uma coluna de fumaça foi observada sobre o local e um avião da Saudi Arabian Airlines sofreu danos consideráveis.
Os Houthis reiteraram que apenas voos humanitários previamente autorizados poderiam operar sobre o espaço aéreo saudita, classificando o restante como zona de operações militares.
Especialistas em segurança regional apontam que a escalada de ataques a infraestruturas civis pode alterar significativamente o cenário geopolítico do Golfo, aumentando a pressão sobre negociações de cessar‑fogo que já se mostram estagnadas.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, com a ONU convocando uma reunião de emergência para discutir medidas de proteção de civis e garantir a livre circulação aérea na região.
O futuro próximo ainda é incerto, mas a sequência de incidentes demonstra que tanto os Houthis quanto a coalizão saudita estão dispostos a levar o conflito para alvos estratégicos, elevando os riscos para a população civil e para a estabilidade econômica do Oriente Médio.








