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Carlos Jordy acusa Davi Alcolumbre de má gestão e indica Rogério Marinho como futuro presidente do Senado

Em entrevista ao programa VEJA em Foco, exibido na noite de 9 de outubro de 2026, o senador eleito Carlos Jordy (PL‑RJ) criticou duramente a gestão de Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP) como presidente do Senado. O parlamentar pediu que a oposição se una para impedir a reeleição de Alcolumbre e sugeriu Rogério Marinho (RN) como candidato preferido para comandar a Casa a partir de 2027.

Críticas ao mandato de Davi Alcolumbre

Jordy classificou Alcolumbre como “um péssimo presidente do Senado e do Congresso Nacional”, alegando que o dirigente esteve mais focado em interesses pessoais e de aliados do que nas funções institucionais. Segundo o senador eleito, o presidente da Casa falhou ao não reagir a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na visão de Jordy, configurariam crimes de responsabilidade. Ele ressaltou que centenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte foram ignorados, minando a credibilidade do presidente do Senado.

Para Jordy, a omissão de Alcolumbre se refletiu na falta de defesa das prerrogativas do Legislativo. “Ele deveria ter exercido o seu papel de presidente do Congresso Nacional, não defendeu o Parlamento e por isso já não tem mais nenhuma credibilidade para exercer esse cargo”, declarou o senador eleito. Essa avaliação reforça a percepção de que a liderança atual teria perdido o apoio de grande parte dos parlamentares.

Demandas por maior independência do Legislativo

O senador eleito vinculou sua crítica à necessidade de uma atuação mais incisiva do Congresso frente ao STF. Jordy argumentou que o Legislativo precisa retomar sua independência e que a escolha do próximo presidente do Senado será decisiva para essa agenda. Ele enfatizou que a Casa deve assumir um papel de contrapeso ao Poder Judiciário, especialmente em questões que envolvem a soberania nacional e a vontade popular.

Um ponto central da reclamação de Jordy foi a não instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. O requerimento, que contou com 281 assinaturas – 42 senadores e 239 deputados – foi considerado excepcional pelo parlamentar, superando até mesmo o recorde da CPMI dos Correios, que havia reunido 223 assinaturas. Jordy acusou Alcolumbre de violar o regimento interno do Congresso e a jurisprudência do STF ao bloquear a tramitação da comissão.

  • Não instalação da CPMI do Banco Master;
  • Ignorar centenas de pedidos de impeachment contra ministros do STF;
  • Priorizar interesses pessoais em detrimento das funções institucionais;
  • Desrespeito ao regimento e à jurisprudência do Supremo.

Além disso, Jordy levantou suspeitas sobre a relação de Alcolumbre com o fundo de previdência do Amapá, que teria investido R$ 400 milhões em títulos do Banco Master. Segundo o senador eleito, essa conexão evidencia um conflito de interesses que reforça a necessidade de mudança na liderança do Senado.

Proposta de nova liderança no Senado

Ao projetar a próxima composição da Casa, Jordy indicou que a oposição poderá contar com cerca de 54 senadores alinhados ao seu campo político a partir de 2027. Diante desse cenário, ele defendeu que o grupo trabalhe para eleger um presidente do Senado comprometido com a agenda da oposição. O nome sugerido por Jordy foi o do líder do PL no Senado, Rogério Marinho, que ele descreveu como “um nome muito técnico, com currículo sólido e grande capacidade”.

Jordy ressaltou que Marinho possui experiência legislativa e conhecimento de temas estratégicos, o que o tornaria apto a conduzir a Casa em um momento de retomada de independência institucional. “Eu defendo que um nome que é muito técnico, um nome que tem currículo, seja o Rogério Marinho, o nosso líder Rogério Marinho, muito capacitado”, afirmou o senador eleito.

Perspectivas para a próxima composição do Senado

Com a expectativa de que a oposição alcance a maioria dos 54 senadores, a disputa pelo comando da Casa pode se tornar o principal ponto de convergência entre diferentes correntes políticas. Jordy acredita que a escolha de um presidente alinhado à oposição será crucial para avançar em pautas como a criação de novas CPMIs, a defesa das prerrogativas parlamentares e o fortalecimento da autonomia do Legislativo.

O debate sobre a sucessão no Senado ainda está em fase inicial, mas a declaração de Jordy já mobilizou aliados que compartilham da visão de que o atual presidente perdeu legitimidade. Se a oposição conseguir articular sua bancada, a eleição de Rogério Marinho pode representar uma mudança de rumo significativa, trazendo maior rigor institucional e maior resistência a intervenções externas, especialmente do Poder Judiciário.

Em síntese, a entrevista ao VEJA em Foco deixou clara a estratégia da oposição: impedir a reeleição de Davi Alcolumbre, promover uma nova liderança mais técnica e garantir que o Senado recupere sua autonomia. O próximo ano será decisivo para definir se essas metas serão alcançadas ou se o status quo permanecerá.

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