ACM Neto, líder do União Brasil na Bahia, foi citado como candidato a ocupar um ministério na Esplanada caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. O possível nome foi confirmado pelos caciques do próprio partido e deve se concretizar após o segundo turno das eleições. O anúncio ganha força à medida que se aproxima o comício de Flávio em Salvador, marcado para o dia 17 de outubro.
Cenário político no Nordeste
O Nordeste tem se tornado um ponto estratégico para a campanha de Flávio Bolsonaro. Mesmo após a derrota para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições estaduais, o candidato do PL manteve apoio de lideranças locais importantes. ACM Neto, que recebeu mais de 3,6 milhões de votos, tornou‑se o parlamentar mais votado do União Brasil, o que o transforma em um cabo eleitoral valioso.
Esses números reforçam a importância de garantir alianças sólidas na região. O partido União Brasil, que já havia anunciado apoio a Flávio, vê em ACM Neto um elo capaz de mobilizar eleitores baianos e de outros estados do Nordeste. A expectativa é que, caso haja distribuição de pastas ministeriais, o nome de ACM seja incluído entre os primeiros.
A importância de ACM Neto para a aliança
ACM Neto assumiu a liderança do chamado “exército baiano”, um conjunto de militantes e lideranças que será colocado à disposição do candidato do PL. Essa estrutura inclui dirigentes de base, assessores e apoiadores que já atuam em campanhas anteriores. A presença de um nome tão forte pode ser decisiva para ampliar a base de apoio de Flávio em estados onde o PL ainda tem presença limitada.
Além do peso eleitoral, ACM traz consigo experiência administrativa. Como ex‑governador da Bahia, ele conhece os desafios de gestão pública e tem histórico de negociação com diferentes segmentos da sociedade. Essa bagagem pode ser vista como um diferencial para quem pretende ocupar um ministério que exija habilidade política e administrativa.
O apoio de ACM também sinaliza ao eleitorado que a aliança entre União Brasil e o PL vai além de um simples acordo de campanha. É um comprometimento de longo prazo, que pode se traduzir em projetos conjuntos e em uma agenda de governo alinhada às prioridades da região Nordeste.
Comício em Salvador e os nomes confirmados
O próximo passo da campanha de Flávio Bolsonaro será o comício no Farol da Barra, em Salvador, programado para iniciar às 15h do dia 17 de outubro. O evento deve reunir lideranças da oposição baiana, reforçando a ideia de uma frente unida contra o atual governo estadual.
Entre os nomes confirmados para participar do ato estão:
- ACM Neto (União Brasil)
- Bruno Reis, prefeito de Salvador (União Brasil)
- João Roma, ex‑ministro da Cidadania (PL)
- Deputados estaduais e federais aliados
- Vereadores e lideranças locais da oposição
Esses participantes representam diferentes setores da política baiana e reforçam a mensagem de que a aliança está consolidada. A presença de figuras como o prefeito de Salvador e o ex‑ministro da Cidadania demonstra a amplitude do apoio que Flávio busca consolidar antes do segundo turno.
Além das lideranças políticas, o comício contará com a presença de apoiadores de base, representantes de movimentos sociais e empresários que veem na candidatura de Flávio uma oportunidade de mudança nas políticas econômicas. A expectativa é que o evento atraia milhares de pessoas, reforçando a visibilidade da candidatura no estado.
Perspectivas para o futuro
Se Flávio Bolsonaro for eleito, a nomeação de ACM Neto para um ministério pode se materializar rapidamente. Analistas apontam que o candidato do PL pode optar por um cargo ligado ao desenvolvimento regional, à infraestrutura ou à segurança pública, áreas nas quais ACM tem experiência e interesse.
Entretanto, a escolha do ministério dependerá de negociações internas dentro da coalizão governista. O União Brasil, ao garantir um cargo para seu líder baiano, pode esperar maior influência nas decisões do Executivo federal, sobretudo em políticas que afetam o Nordeste.
Para o eleitor baiano, a presença de ACM Neto no governo federal pode representar um canal direto de comunicação com Brasília, facilitando a captação de recursos e projetos para o estado. Essa expectativa tem sido usada como argumento de campanha pelos aliados de Flávio.
Por outro lado, críticos apontam que a nomeação de figuras políticas em cargos de ministério pode reforçar a prática de distribuição de pastas como forma de pagamento político. O debate sobre a meritocracia versus o clientelismo permanece aberto, e a escolha de ACM será observada de perto pelos opositores.
Independentemente do desfecho, a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar alianças regionais demonstra a importância que o candidato atribui ao Nordeste. O apoio de ACM Neto, aliado ao apoio de outras lideranças baianas, pode ser decisivo para virar o jogo nas urnas.
Assim, o futuro político da Bahia e do Nordeste pode depender, em parte, da decisão que será tomada na manhã do dia 17 de outubro, quando Flávio Bolsonaro subirá ao palco do Farol da Barra. O que está em jogo vai além de um simples comício: trata‑se de definir quem ocupará os espaços de poder no próximo governo federal.








