No primeiro turno das eleições de 2026, 100 parlamentares que ocupavam cadeiras na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal decidiram concorrer a cargos majoritários em todo o país. O levantamento do Ranking dos Políticos revelou que apenas 41 desses candidatos foram eleitos imediatamente, enquanto 53 foram derrotados e seis permanecem na disputa para o segundo turno. Os resultados foram divulgados na manhã de 7 de outubro de 2026, após a conclusão da apuração nas 27 unidades da federação.
Resultados Gerais
Dos cem parlamentares que se lançaram a disputas majoritárias, a maioria buscou a vaga de senador, totalizando setenta e três candidaturas. Desses, trinta e um obtiveram sucesso, representando 43% dos concorrentes ao Senado.
Os demais cargos majoritários – presidência, governadores e vice‑governadores – concentraram os trinta e sete candidatos restantes. No primeiro turno, quatro governadores foram eleitos, enquanto nenhum candidato à presidência conseguiu a maioria absoluta.
Se todos os candidatos ainda em disputa vencerem o segundo turno, o número total de parlamentares eleitos pode chegar a quarenta e seis, pois a disputa no Tocantins envolve dois parlamentares simultaneamente.
Desempenho por Cargo
Senado: setenta e três parlamentares concorreram a senadores, com trinta e um eleitos e quarenta e dois derrotados. Esse resultado evidencia a alta competitividade das eleições para a câmara alta, onde o número de vagas é limitado e a disputa costuma ser acirrada.
Governadores: quinze parlamentares buscaram a chefia dos estados. Dos quatro eleitos no primeiro turno, destacam‑se Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais, Sérgio Moro (PL) no Paraná, Marcos Rogério (PL) em Rondônia e Zucco (PL) no Rio Grande do Sul.
Sete candidatos a governador foram derrotados, e quatro avançaram para o segundo turno: Alan Rick (Republicanos) no Acre, Omar Aziz (PSD) no Amazonas, Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) no Tocantins.
Presidência: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice‑presidente, o deputado Alfredo Gaspar (PL‑AL), seguirão para o segundo turno. O senador Eduardo Girão (Novo‑CE) era vice de Romeu Zema (Novo‑CE), que ficou em sexto lugar na disputa presidencial.
Análise dos Partidos
O Partido Liberal (PL) liderou o número de parlamentares lançados em candidaturas majoritárias, com vinte‑seis nomes. Desses, dezesseis foram eleitos, resultando em uma taxa de sucesso de 62% e representando aproximadamente 39% dos eleitos no levantamento.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ficou em segundo lugar, com treze candidatos e sete eleitos, o que corresponde a uma taxa de 54%.
Os demais partidos apresentaram desempenhos inferiores:
- PSD: três eleitos entre catorze candidatos (21%).
- PT: três eleitos entre doze candidatos (25%).
- PP: três eleitos entre dez candidatos (30%).
Juan Carlos Arruda, diretor‑geral do Ranking dos Políticos, destacou que “o levantamento mostra como o resultado das urnas redesenhou a trajetória de lideranças que já tinham atuação no Congresso. Mais do que medir vitórias individuais, os dados ajudam a identificar quais grupos políticos conseguiram transformar força parlamentar em competitividade eleitoral nos estados”.
Essa análise revela que a capacidade de converter influência legislativa em apoio popular varia significativamente entre os partidos, refletindo diferenças de estrutura de campanha, presença regional e afinidade ideológica com o eleitorado.
Os partidos que concentraram recursos em regiões estratégicas, como o PL em estados do Sudeste e Sul, conseguiram maior retorno nas eleições majoritárias. Por outro lado, partidos com base mais fragmentada, como o PT, enfrentaram dificuldades para alcançar a maioria absoluta em cargos executivos.
Além dos números, a pesquisa aponta tendências para as próximas eleições legislativas de 2028, indicando que parlamentares que obtiveram sucesso em cargos majoritários tendem a consolidar lideranças regionais e a influenciar a agenda nacional.
Em síntese, o desempenho dos deputados e senadores nas disputas majoritárias de 2026 oferece um panorama detalhado da reconfiguração do poder político no Brasil, evidenciando tanto a força de partidos bem organizados quanto os desafios enfrentados por forças menores em alcançar a vitória nas urnas.








