A AtlasIntel divulgará nesta sexta-feira, 9 de outubro, a sua primeira pesquisa focada no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O levantamento surge logo após o primeiro turno, que terminou com o senador à frente do presidente, marcando o início da disputa direta pela Presidência. A pesquisa será registrada no Tribunal Superior Eleitoral, garantindo transparência e validade dos dados coletados.
Metodologia e escopo da pesquisa
O questionário elaborado pela AtlasIntel vai além da simples intenção de voto, abordando o grau de decisão dos eleitores, a rejeição a cada candidato e a confiança em diferentes áreas do governo. Além disso, o instituto incluirá perguntas sobre temas econômicos, avaliação do atual governo, crise no Supremo Tribunal Federal e a situação do Banco Master. Essa abordagem ampliada permite traçar um retrato mais completo do cenário político para a segunda volta.
Uma das perguntas centrais será direta: se o segundo turno fosse hoje, o eleitor votaria em Flávio Bolsonaro, em Lula, deixaria o voto em branco, nulo ou ainda não teria resposta. Diferente das pesquisas realizadas antes do primeiro turno, o questionário não apresenta outros candidatos, concentrando-se apenas nos dois que avançaram.
Outro ponto importante é a mensuração da firmeza das escolhas. A AtlasIntel perguntará se o voto já está decidido, se há inclinação mas ainda há margem para mudança, ou se o eleitor ainda não tomou decisão. Essa informação ajudará a dimensionar o eleitorado efetivamente disponível e a prever possíveis movimentos até o dia da votação.
Rejeição e imagem dos candidatos
O levantamento incluirá uma comparação direta de rejeição, onde os entrevistados escolherão qual dos dois candidatos mais rejeitam para a Presidência. Essa métrica é crucial para entender não apenas quem tem apoio, mas quem tem resistência significativa entre o eleitorado.
A pesquisa também medirá a imagem positiva ou negativa de uma lista de figuras políticas, incluindo Lula, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Janja, Geraldo Alckmin, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Alfredo Gaspar. Cada nome será avaliado individualmente, permitindo identificar possíveis influências externas na corrida presidencial.
- Lula
- Flávio Bolsonaro
- Jair Bolsonaro
- Michelle Bolsonaro
- Janja
- Geraldo Alckmin
- Augusto Cury
- Renan Santos
- Ronaldo Caiado
- Zema
- Davi Alcolumbre
- Hugo Motta
- Alfredo Gaspar
Confiança em áreas específicas do governo
Um bloco da pesquisa colocará Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente em diferentes áreas de governo, como economia e inflação, saúde, educação, criminalidade, combate ao tráfico de drogas, combate à corrupção, política externa, impostos, equilíbrio fiscal, promoção da democracia, geração de empregos, pobreza e desigualdade, infraestrutura e proteção do meio ambiente. Os entrevistados indicarão em quem confiam mais para cada tema, revelando possíveis variações de apoio conforme a pauta.
Essa segmentação permite observar se a vantagem de cada candidato muda conforme o assunto discutido, sem se limitar ao placar geral de intenção de voto. Por exemplo, um candidato pode ser mais confiável em economia, enquanto o outro lidera em saúde ou segurança pública.
Além disso, a AtlasIntel perguntará qual resultado eleitoral provoca mais medo ou preocupação: a reeleição de Lula ou a eleição de Flávio Bolsonaro. Os entrevistados poderão ainda apontar que ambos os cenários são igualmente preocupantes, oferecendo insights sobre o clima de ansiedade na população.
Principais problemas e avaliação de políticas públicas
Outra seção do questionário identificará os maiores problemas do Brasil na percepção dos eleitores. As opções incluem saúde, educação, criminalidade, corrupção, economia e inflação, enfraquecimento da democracia, polarização política, impostos, funcionamento da Justiça, pobreza e desemprego, endividamento das famílias e outros temas relevantes.
A pesquisa também avaliará políticas adotadas ou anunciadas pelo governo Lula, classificando cada medida como acerto ou erro. Entre as políticas analisadas estão o arcabouço fiscal, a reforma tributária, o Gás do Povo, a gratuidade dos medicamentos do Farmácia Popular, o programa Pé-de-Meia, a isenção do Imposto de Renda para rendas abaixo de 5 mil reais, o Desenrola, a retirada de empresas públicas do programa de privatização, o Move Brasil e a eliminação da obrigatoriedade de aulas em autoescola para obtenção da CNH.
- Arcabouço fiscal
- Reforma tributária
- Gás do Povo
- Gratuidade dos medicamentos do Farmácia Popular
- Pé-de-Meia
- Isenção do Imposto de Renda para rendas até R$5.000
- Desenrola
- Retirada de empresas públicas do programa de privatização
- Move Brasil
- Fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para CNH
Ao classificar essas medidas, a AtlasIntel pretende mapear a percepção de acerto ou erro do governo atual, oferecendo subsídios para a análise de desempenho e possíveis impactos na decisão dos eleitores no segundo turno.
Com todos esses blocos, a pesquisa da AtlasIntel será a primeira a oferecer um retrato completo da corrida presidencial restrita aos dois candidatos que avançaram. Os resultados deverão ser divulgados ainda nesta sexta-feira, permitindo que partidos, candidatos e analistas ajustem suas estratégias de campanha com base em dados detalhados.
Os analistas políticos já apontam que a firmeza das escolhas e a rejeição podem ser indicadores decisivos nos próximos dias. Se um grande número de eleitores ainda estiver indeciso, campanhas de mobilização poderão ganhar força. Por outro lado, alta rejeição a um dos candidatos pode gerar estratégias de mitigação de danos.
Além disso, a confiança em áreas específicas do governo pode influenciar a agenda de debates televisivos, com os candidatos focando nos temas onde têm maior vantagem percebida. Essa dinâmica pode mudar o tom da campanha, tornando-a mais centrada em políticas públicas do que em ataques pessoais.
Por fim, a avaliação das políticas do governo Lula pode servir de termômetro para o eleitorado que ainda pondera os resultados da primeira gestão. Se a maioria classificar as medidas como acertos, isso pode reforçar a imagem de continuidade; se houver predominância de erros, o discurso de mudança pode ganhar força.








