Um copiloto da companhia Flydubai atacou o comandante durante um voo de Dubai a Tel Aviv na última quarta‑feira, 30 de março, forçando a aeronave a fazer um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
O voo FZ1073 transportava 174 passageiros e tripulantes quando, aproximadamente duas horas e meia após a decolagem, o segundo oficial empunhou uma faca e feriu gravemente o capitão indiano Smit Machchhar.
Contexto do ataque e primeiras declarações
Segundo relatos da imprensa, o comandante, apesar do ferimento, conseguiu destravar a porta da cabine, permitindo que passageiros e tripulantes interviessem e imobilizassem o agressor.
Imediatamente após o incidente, o piloto reserva assumiu o controle da aeronave e conduziu o avião até o aeroporto de Tabuk, onde foi realizado um pouso de emergência sem maiores danos estruturais.
Na manhã de quinta‑feira, 1º de abril, o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que informações preliminares apontam que o copiloto passou por doutrinação islâmica radical e apresentava tendências suicidas.
Netanyahu destacou que, além de esfaquear o comandante, o agressor provavelmente pretendia derrubar a aeronave, indicando um plano mais amplo de destruição.
Repercussões diplomáticas e investigações
Os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação oficial para determinar se o ataque está ligado a atividade terrorista ou a um planejamento prévio, alegando jurisdição porque o avião está registrado sob a bandeira dos Emirados.
A autoridade saudita, onde o avião pousou, também está conduzindo inquéritos e manteve o copiloto – identificado como cidadão de Omã – sob custódia.
Netanyahu sugeriu que o suspeito será eventualmente transferido aos Emirados Árabes Unidos, onde Israel pretende acompanhar de perto o andamento das investigações.
Quando questionado sobre a possibilidade de envolvimento iraniano, o premiê israelense declarou que ainda é cedo para afirmar, mas que as autoridades buscarão “chegar à raiz” do agressor.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou o episódio como terrorismo, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de respostas coordenadas entre os países envolvidos.
Reações da companhia aérea e relatos dos passageiros
A Flydubai, em comunicado oficial, afirmou que as razões do ataque permanecem desconhecidas e pediu cautela, evitando especulações até o fim das investigações.
Passageiros que vivenciaram o momento relataram pânico intenso, gritos e sangue na cabine, descrevendo a situação como “completamente fora de controle”.
Uma das vítimas, identificada apenas como Miriam, contou ao canal i24 que ouviu “gritos” e viu “uma enorme quantidade de sangue” quando a porta da cabine se abriu.
Outros relatos destacam que a tripulação de reserva atuou rapidamente, garantindo a segurança dos passageiros e evitando que o agressor retomasse o controle da aeronave.
- Passageiros foram atendidos no terminal de Tabuk e encaminhados a hospitais locais.
- O comandante e o copiloto foram hospitalizados para tratamento de ferimentos.
- Autoridades sauditas monitoram o estado de saúde dos envolvidos e mantêm a aeronave sob custódia para análise.
Até o momento, as autoridades de Omã não emitiram declarações oficiais sobre o caso, mantendo silêncio enquanto aguardam os resultados das investigações internacionais.
Especialistas em segurança aérea apontam que incidentes como esse reforçam a necessidade de protocolos mais rígidos de avaliação psicológica de tripulantes e de monitoramento de possíveis sinais de radicalização.
O caso também reacende o debate sobre a cooperação entre países do Oriente Médio e aliados ocidentais na prevenção de atos terroristas em rotas civis.
Com a investigação em curso, a comunidade internacional observa atentamente as conclusões que poderão influenciar políticas de segurança de aviação comercial nos próximos anos.








