O Hospital Nipo‑Brasileiro (HNIPO) e a Beneficência Nipo‑Brasileira de São Paulo (Enkyo) organizaram, neste sábado, 3 de outubro de 2026, o I Simpósio Nipo‑Brasileiro de Saúde e Atividade Física do Idoso. O evento ocorreu das 8h às 19h no Nikkey Palace Hotel, situado no coração da Liberdade, em São Paulo, reunindo profissionais da saúde para discutir práticas voltadas à população com mais de 60 anos.
Prevenção e vitalidade na terceira idade
O primeiro bloco do simpósio focou na relação direta entre a prática regular de exercícios e a prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e osteoporose. Especialistas enfatizaram que a atividade física estruturada pode reduzir em até 30% o risco de hospitalizações em idosos.
Foram apresentadas evidências de estudos longitudinais que demonstram benefícios na qualidade de vida, no humor e na capacidade cognitiva quando os idosos mantêm rotinas de caminhada, hidroginástica ou treinamento funcional. A discussão também abordou estratégias de engajamento, como grupos comunitários e aplicativos de monitoramento, que aumentam a aderência ao programa de exercícios.
- Redução de pressão arterial
- Melhora da sensibilidade à insulina
- Fortalecimento da massa óssea
- Prevenção de quedas
Os participantes concordaram que a personalização dos programas, considerando comorbidades e nível de condicionamento, é essencial para maximizar os resultados preventivos.
Funcionalidade, autonomia e reabilitação
O segundo bloco abordou a importância da funcionalidade para a manutenção da independência dos idosos. Palestrantes destacaram protocolos de reabilitação que combinam treinamento de força, equilíbrio e flexibilidade, visando melhorar a capacidade de realizar atividades da vida diária.
Foi enfatizado que a reabilitação precoce após cirurgias ortopédicas, como artroplastias de quadril e joelho, reduz o tempo de internação e acelera o retorno às rotinas habituais. Estudos apresentados mostraram que programas intensivos de fisioterapia, iniciados nos primeiros dias pós‑operatório, aumentam a taxa de sucesso em até 25%.
Além disso, foram discutidas técnicas de fisioterapia aquática, que proporcionam menor carga nas articulações e favorecem a recuperação de pacientes com limitações de mobilidade. Os especialistas ressaltaram que a integração entre médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais cria um plano de cuidado mais efetivo.
Inovação, futuro e manejo de traumas
O terceiro bloco trouxe à tona as inovações tecnológicas aplicadas ao tratamento de doenças musculoesqueléticas em idosos. Entre as novidades, destacaram‑se a terapia por ondas de choque, o uso de exoesqueletos leves e a realidade virtual para melhorar o equilíbrio.
Os palestrantes apresentaram casos clínicos em que a combinação de telemonitoramento e aplicativos de biofeedback permitiu ajustes em tempo real dos exercícios, reduzindo a taxa de lesões e otimizando a progressão dos pacientes. A discussão também incluiu a importância da educação continuada dos profissionais de saúde para a adoção dessas tecnologias.
Encerrando a programação, o simpósio tratou do tema “Trauma no idoso frágil”, abordando protocolos de atendimento emergencial, avaliação de risco de sangramento e estratégias de mobilização precoce. Foi ressaltado que o manejo adequado do trauma pode prevenir complicações graves, como pneumonia e trombose venosa profunda.
Os especialistas concordaram que a integração entre equipes de emergência, ortopedia e reabilitação é fundamental para garantir um percurso de recuperação seguro e eficaz.
Compromisso com a prática baseada em evidências
Leonardo Addêo, vice‑diretor clínico do HNIPO, destacou que o objetivo central do simpósio foi conectar o conhecimento científico às práticas clínicas que impactam diretamente a vida da população 60+. Ele enfatizou que a troca de experiências entre os participantes gerou insights valiosos para a implementação de protocolos baseados em evidência.
Fernando Alfieri, superintendente do hospital, reforçou a importância da parceria entre HNIPO e Enkyo para promover eventos que estimulem a atualização constante dos profissionais de saúde. Ambos ressaltaram que o sucesso do evento depende da continuidade das discussões em ambientes clínicos e acadêmicos.
As inscrições, abertas a médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e demais profissionais da saúde, foram amplamente preenchidas, indicando grande interesse da comunidade em aprimorar suas competências no cuidado ao idoso.
Além das palestras, o simpósio ofereceu espaços para perguntas e troca de experiências, permitindo que os participantes compartilhassem casos reais e soluções práticas. Esse formato colaborativo incentivou a criação de uma rede de apoio entre os especialistas presentes.
Os organizadores ainda anunciaram que o próximo encontro será realizado em 2028, com foco em saúde mental e bem‑estar emocional na terceira idade, ampliando ainda mais o escopo de temas relevantes para essa população.
Em síntese, o I Simpósio Nipo‑Brasileiro de Saúde e Atividade Física do Idoso consolidou-se como um marco importante para a difusão de conhecimento, a integração multidisciplinar e a promoção de estratégias inovadoras que visam melhorar a qualidade de vida dos idosos em todo o Brasil.








