Em Guarulhos, a pesquisa de opinião realizada nos dias 28 e 29 de setembro revelou que Simone Tebet (PSB) lidera as intenções de voto espontâneas para o Senado, com 21% das citações. A coleta ocorreu três dias antes da votação, marcada para 4 de outubro, e os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-06517/2026.
Perfil dos candidatos mais citados
O levantamento apontou Guilherme Derrite (PP) como o segundo colocado, alcançando 19% das respostas espontâneas. Logo em seguida, Marina Silva (Rede) ficou com 16% e André do Prado (PL) recebeu 12% das menções. Esses números refletem a preferência dos eleitores que ainda não receberam uma lista pré‑definida de opções.
Além dos nomes citados, 9% dos entrevistados declararam que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 19% se mostraram indecisos ou não souberam responder. Essa taxa de indecisão é praticamente igual à de Derrite, indicando que parte considerável do eleitorado ainda está em processo de decisão.
Metodologia da pesquisa
A amostra compreendeu 1.100 pessoas com idade a partir de 16 anos, selecionadas em pontos de fluxo populacional distribuídos por diferentes regiões de Guarulhos. As entrevistas foram realizadas de forma presencial, garantindo contato direto com o eleitor.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros conferem ao levantamento uma robustez estatística adequada para orientar estratégias de campanha.
É importante notar que Ricardo Salles não foi incluído na apuração. Seu anúncio de desistência ocorreu no primeiro dia da coleta, em 28 de setembro, e as eventuais menções ao seu nome foram descartadas pelos pesquisadores.
Implicações para as campanhas
Com Simone Tebet à frente, os partidos e candidatos têm um indicativo claro de onde concentrar esforços de mobilização. A diferença de apenas dois pontos percentuais entre Tebet e Derrite demonstra um cenário competitivo, onde pequenas variações de campanha podem mudar o resultado final.
Marina Silva, ainda com 16% de apoio espontâneo, mantém uma base sólida de eleitores que valorizam sua trajetória ambientalista. A presença de André do Prado, com 12%, indica que o PL também tem espaço para crescer, principalmente se conseguir captar os indecisos.
Os 19% de eleitores indecisos representam um alvo estratégico. Campanhas que ofereçam mensagens claras, visitas a comunidades e respostas a demandas locais podem transformar esse percentual em votos efetivos.
- Foco em mobilização de bases locais
- Uso intensivo de redes sociais para alcançar eleitores indecisos
- Alianças estratégicas entre candidatos com perfis complementares
- Campanhas de esclarecimento sobre a importância do voto no Senado
Outra questão relevante é a taxa de voto em branco ou nulo, que chegou a 9%. Esse número pode ser reduzido por meio de campanhas de conscientização que expliquem as consequências da abstenção e incentivem a escolha consciente.
Os partidos também devem observar a ausência de Ricardo Salles na pesquisa. A falta de dados sobre a migração de seus eleitores cria uma lacuna que pode ser preenchida por concorrentes que ofereçam propostas alinhadas aos interesses desse segmento.
Perspectivas para o dia da eleição
Com a divulgação autorizada a partir de 1º de outubro, os resultados da pesquisa podem influenciar a cobertura da mídia e a percepção pública dos candidatos. A proximidade da data eleitoral aumenta a pressão sobre as equipes de campanha para intensificar suas ações de convencimento.
Em resumo, a liderança de Simone Tebet, seguida de perto por Guilherme Derrite, indica uma disputa acirrada. A estratégia de cada candidato nos próximos dias será decisiva para converter apoio espontâneo em votos efetivos e garantir a vitória no Senado.








