Na segunda-feira, 28 de setembro, professores e gestores das escolas Tom Jobim e Aristides Castelo Hanssen, localizadas no bairro São João, participaram de um encontro formativo dentro da campanha Setembro Amarelo, que tem como objetivo sensibilizar a comunidade escolar sobre a prevenção ao suicídio. O evento, realizado em horário de trabalho coletivo, abordou saúde mental, acolhimento e compartilhamento de sentimentos, reforçando a importância de um ambiente educativo seguro e empático.
A iniciativa integra um conjunto de ações que vem sendo desenvolvido ao longo de todo o mês de setembro nas escolas municipais, alinhadas às diretrizes da Organização Mundial da Saúde, que aponta o suicídio como uma das principais causas de morte evitável no mundo.
Formação de professores e gestores
O encontro formativo contou com a presença de educadores experientes, psicólogos e representantes da Secretaria Municipal de Educação, que apresentaram dados atualizados sobre suicídio e saúde mental. Foram discutidos protocolos de intervenção, sinais de alerta e estratégias de apoio que podem ser aplicadas no cotidiano escolar.
Além das exposições teóricas, os participantes realizaram dinâmicas de escuta ativa, nas quais praticaram a empatia e o acolhimento de colegas que manifestam sofrimento emocional. Essa prática visa transformar a sala de aula em um espaço de confiança, onde estudantes se sintam à vontade para expressar suas angústias.
Ao final da formação, os professores receberam um guia de boas práticas contendo orientações passo a passo para identificar comportamentos de risco, conduzir diálogos sensíveis e encaminhar casos para profissionais de saúde mental.
Ações práticas com estudantes
Com as turmas da Educação em Tempo Integral, o CEU Ponte Alta desenvolveu um programa diversificado que abrange a dimensão emocional dos alunos ao longo de todo o mês de setembro. Cada atividade foi planejada para estimular o autoconhecimento, a gestão das emoções e a capacidade de expressar sentimentos de forma saudável.
Os estudantes participaram de palestras ministradas por especialistas, rodas de conversa facilitadas por psicólogos, sessões de meditação guiada e oficinas de arte. Essas intervenções criaram oportunidades para que os jovens compartilhassem suas experiências e aprendesse a reconhecer sinais de sofrimento em si mesmos e nos colegas.
- Palestras sobre prevenção ao suicídio e importância da saúde mental;
- Rodas de conversa para troca de vivências e dúvidas;
- Sessões de meditação guiada para redução de ansiedade;
- Atividades artísticas, como pintura de cartazes e murais das emoções;
- Debates estruturados sobre empatia e apoio mútuo;
- Jogos cooperativos que promovem a expressão corporal e o trabalho em equipe.
Além das atividades presenciais, foram criados painéis digitais onde os estudantes puderam registrar mensagens de apoio, relatos de superação e sugestões de estratégias para melhorar o clima escolar. O mural das emoções, instalado em um corredor central, tornou‑se um ponto de referência visual que demonstra a pluralidade de sentimentos presentes na comunidade escolar.
Para envolver ainda mais os jovens, o programa incluiu momentos de contação de histórias, performances musicais e sessões de dança, que serviram como veículos de comunicação não verbal, permitindo que aqueles que têm dificuldade em articular palavras encontrem outros meios de expressão.
Impacto e perspectivas para o futuro
Os resultados preliminares apontam um aumento significativo na disposição dos alunos em buscar ajuda e conversar sobre saúde mental. Professores relataram que as conversas se tornaram mais abertas e que os indicadores de comportamento de risco diminuíram nas observações diárias.
Com base nesses indicadores, a Secretaria Municipal de Educação planeja expandir o programa para outras escolas da rede, incorporando módulos de formação continuada para docentes e criando uma rede de apoio que inclui profissionais de saúde, assistentes sociais e voluntários da comunidade.
O compromisso de longo prazo inclui a institucionalização de práticas de escuta ativa como parte integrante da rotina pedagógica, bem como a realização anual de campanhas de conscientização que reforcem a mensagem de que a vida tem valor e que ninguém está sozinho em sua luta.
Ao transformar a escola em um ambiente de acolhimento, a campanha Setembro Amarelo demonstra que a prevenção ao suicídio pode ser eficaz quando envolve toda a comunidade educativa, criando laços de solidariedade que ultrapassam as paredes da sala de aula.








