Uma nova pesquisa divulgada nesta terça‑feira, 28 de setembro, mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) lidera as intenções de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. O levantamento, realizado pelo instituto Real Time Big Data, entrevistou 2.000 eleitores paulistas entre os dias 24 e 28 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Detalhes da pesquisa e distribuição de votos
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou 43% das preferências, superando Lula, que ficou com 36%. Nenhum outro candidato chegou a dois dígitos, evidenciando a polarização entre os dois principais nomes. A diferença de sete pontos coloca o senador em posição de destaque, sobretudo considerando a relevância de São Paulo nas eleições presidenciais.
No cenário de segundo turno, a vantagem de Flávio Bolsonaro aumenta ainda mais, atingindo 51% das intenções de voto, enquanto Lula recua para 43%. Essa ampliação sugere que eleitores indecisos ou que apoiam candidatos menores tendem a se alinhar ao parlamentar de direita quando a disputa se restringe a dois nomes.
Quem são os demais concorrentes e o que representam
Além dos dois principais, a pesquisa inclui candidatos de pequeno porte que, somados, totalizam apenas 1% das intenções de voto. Eles são classificados na categoria “outros” e não exercem influência significativa no resultado final, mas ainda assim compõem o panorama eleitoral.
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara Martins (UP)
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Clariana Barão (DC)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata)
- Leonardo Avalanchae (PRTB)
Esses nomes representam a diversidade de correntes políticas no país, mas a soma de seus votos não ultrapassa um ponto percentual, indicando que o eleitorado paulista está concentrado nos dois grandes blocos.
Metodologia e credibilidade da pesquisa
O estudo foi registrado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09891/2026, o que garante transparência e rastreabilidade dos dados. A amostra de 2.000 eleitores foi selecionada de forma aleatória, cobrindo diferentes regiões do estado, classes sociais e faixas etárias, para refletir a heterogeneidade da população.
A margem de erro de dois pontos percentuais significa que, em um intervalo de confiança de 95%, os resultados reais podem variar entre 41% e 45% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e entre 34% e 38% para Lula. Essa margem é considerada aceitável para pesquisas de grande porte.
Implicações políticas para os candidatos
Para Flávio Bolsonaro, a liderança em São Paulo pode ser usada como argumento de força nas campanhas nacionais, reforçando a narrativa de que ele tem capacidade de mobilizar eleitores em regiões decisivas. O senador tem enfatizado a importância de políticas de segurança e de combate à corrupção, temas que ressoam entre parte do eleitorado paulista.
Lula, por sua vez, deverá ajustar a estratégia de campanha para reconquistar eleitores que ainda estão indecisos ou que foram atraídos por propostas de candidatos menores. O presidente tem focado em pautas de inclusão social, geração de empregos e retomada econômica, buscando ampliar a base de apoio nas áreas urbanas e industriais de São Paulo.
A diferença entre os dois turnos indica que, caso a disputa se encaminhe para o segundo turno, Flávio Bolsonaro pode ganhar ainda mais adesões de eleitores que inicialmente apoiaram outros candidatos, enquanto Lula precisará reforçar alianças com partidos de centro‑esquerda e movimentos sociais.
Contexto histórico e comparativo com pesquisas anteriores
Comparada a outras pesquisas realizadas nas últimas semanas, esta mostra uma leve tendência de crescimento para Flávio Bolsonaro, que anteriormente registrava cerca de 38% das intenções de voto no primeiro turno. Já Lula tem mantido um patamar estável entre 34% e 37% nas mesmas medições.
Historicamente, São Paulo tem sido um estado decisivo nas eleições presidenciais, pois detém o maior número de eleitores do país. A vitória ou derrota neste colégio eleitoral costuma refletir o resultado nacional, tornando cada ponto percentual ainda mais crítico para as estratégias de campanha.
Os analistas políticos apontam que fatores como a situação econômica, a percepção de segurança pública e a confiança nas instituições são determinantes para a variação dos números. A proximidade da data de votação também pode intensificar a mobilização dos eleitores e alterar rapidamente as tendências.
O que esperar nos próximos dias
Nos próximos dias, espera‑se que ambos os candidatos intensifiquem a presença nas mídias sociais, realizem comícios e busquem apoio de lideranças regionais. A disputa por São Paulo deve permanecer como um dos principais focos da cobertura midiática, já que cada movimento pode influenciar o resultado final.
Além disso, outras pesquisas podem ser divulgadas antes do dia da votação, oferecendo um panorama mais completo e possibilitando ajustes de estratégia por parte das campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral continuará monitorando a regularidade das pesquisas, garantindo que os dados divulgados sigam os padrões de qualidade exigidos por lei.








