Uma pesquisa divulgada na manhã de 29 de setembro de 2026 mostrou que o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) assumiu a liderança nas intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul. O levantamento, realizado pelo Real Time Big Data, registrou a mudança de cenário entre os principais candidatos. Os números revelam uma virada clara em relação à ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), que até então mantinha vantagem técnica.
Cenário atual da disputa
Segundo a pesquisa, Zucco aparece com 40% das intenções de voto, um aumento consistente em relação aos 36% registrados na sondagem anterior e aos 32% da pesquisa anterior a esta. Brizola, por sua vez, registra 35% das preferências, queda em relação aos 38% observados duas vezes antes.
O vice‑governador Gabriel Souza (MDB) segue em terceiro lugar, com 19% das intenções, enquanto os demais candidatos não ultrapassam a marca de dois dígitos. Entre eles, Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) somam apenas 1% ao serem agrupados na categoria “outros”.
Detalhes da pesquisa Real Time Big Data
O instituto entrevistou 1.600 eleitores gaúchos entre os dias 24 e 28 de setembro, aplicando metodologia com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O documento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código RS-05412/2026.
Os entrevistados foram selecionados de forma aleatória, cobrindo as principais regiões metropolitanas e áreas rurais do estado, garantindo representatividade dos diferentes perfis socioeconômicos. Os resultados foram divulgados em formato digital, acompanhados de gráficos que ilustram a distribuição das preferências.
- Entrevistados: 1.600
- Período: 24 a 28 de setembro de 2026
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Confiança: 95%
Impacto da polarização nacional
A disputa entre Zucco e Brizola reflete a polarização política que se observa em todo o país. Zucco conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), enquanto Brizola recebe respaldo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa divisão cria um cenário de confronto que vai além das fronteiras estaduais, influenciando a narrativa dos partidos e das lideranças.
Analistas apontam que a presença de figuras nacionais nas campanhas pode mobilizar eleitores indecisos, especialmente em regiões onde a lealdade partidária tem sido tradicionalmente fraca. O apoio de Bolsonaro traz à campanha de Zucco uma base conservadora, enquanto a proximidade de Lula fortalece a imagem de Brizola como representante da agenda progressista.
Perspectivas para o segundo turno
Mesmo considerando a margem de erro, a vantagem de Zucco se mantém fora dos dois pontos percentuais, indicando que o candidato tem condições de avançar para o segundo turno com antecedência. Caso a corrida se estreite, a dinâmica de alianças poderá mudar, sobretudo se os partidos menores decidirem apoiar um dos dois líderes.
Especialistas sugerem que a estratégia de negociação de acordos políticos será decisiva. O vice‑governador Gabriel Souza, com 19% dos votos, pode tornar‑se um fator de barganha importante, podendo direcionar seus eleitores para um dos candidatos principais.
Em resumo, a pesquisa aponta para uma virada clara de Zucco, mas o caminho até a vitória ainda depende de como as forças políticas vão se organizar nas próximas semanas. O eleitorado gaúcho permanece atento, e as próximas sondagens deverão confirmar se a tendência observada se consolidará ou se haverá nova reviravolta.








