O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que a biometria não será condição obrigatória para exercer o voto nas eleições de 2026, que terão primeiro turno no domingo, 4 de outubro, e segundo turno em 25 de outubro. A informação vale para todo o território nacional, inclusive para brasileiros que votam no exterior.
Biometria no alistamento eleitoral
Para se registrar como eleitor, a coleta de impressões digitais, foto e assinatura passou a ser mandatória em todo o país. Essa exigência vale para quem efetua o alistamento nos municípios, exceto para quem realiza o cadastro a partir do exterior.
O objetivo da medida é garantir que o Cadastro Eleitoral contenha dados consistentes e unívocos, reduzindo a possibilidade de cadastros duplicados. Quando o eleitor se inscreve, o dispositivo biométrico captura as digitais e as envia para a base nacional, que as vincula ao número de título.
Entretanto, a obrigatoriedade recai apenas sobre o momento da inscrição. Uma vez que o cidadão esteja regularizado no cadastro, a presença ou ausência da biometria não impede a votação.
Como funciona a identificação nas urnas
Nas seções eleitorais brasileiras, as urnas eletrônicas estão equipadas com leitores biométricos. Quando o eleitor tem a digital cadastrada, o processo de identificação ocorre antes da liberação da cédula, bastando colocar o dedo no sensor.
Se a impressão digital for reconhecida, a urna autoriza o voto imediatamente. Caso contrário, o eleitor tem até quatro tentativas para que o equipamento valide a biometria.
Quando todas as tentativas falham, o sistema aciona um procedimento alternativo. Nesse cenário, a urna solicita o ano de nascimento do eleitor, que deve coincidir com o registro cadastral.
- Passo 1: O eleitor insere o título ou digita o número de identificação.
- Passo 2: O sistema verifica a regularidade no Cadastro Eleitoral.
- Passo 3: Se a biometria não estiver disponível ou falhar, a urna pede o ano de nascimento.
- Passo 4: Após a confirmação, o voto é liberado.
Esse fluxo garante que ninguém seja impedido de votar por falta de digitais, mantendo a segurança e a agilidade do processo.
Impactos e dúvidas frequentes
Embora a biometria ofereça uma camada extra de segurança, cerca de 11% dos eleitores ainda não têm as digitais registradas. Para esses cidadãos, a alternativa do ano de nascimento tem sido suficiente para garantir o direito ao voto.
Uma das principais dúvidas diz respeito ao tempo de espera nas filas. O procedimento alternativo costuma ser rápido, pois o eleitor informa apenas o ano de nascimento, informação já presente no banco de dados.
Outro ponto recorrente é a confiabilidade do reconhecimento facial ou da assinatura digital. Até o momento, o TSE não adotou esses recursos como substitutos da biometria nas urnas, mantendo o foco nas digitais por sua precisão técnica.
Nas seções instaladas fora do Brasil, as urnas não solicitam impressão digital. O eleitor brasileiro no exterior segue o mesmo critério de regularidade cadastral: basta estar com o título em situação regular para votar.
Além da segurança na identificação, a biometria auxilia na detecção de cadastros duplicados. Quando duas pessoas tentam registrar o mesmo conjunto de digitais, o sistema sinaliza a inconsistência e impede a criação de um novo registro.
Essa funcionalidade tem sido destacada como um dos principais benefícios da tecnologia, pois reduz fraudes e reforça a confiança na integridade do processo eleitoral.
O TSE também enfatiza que a base de dados biométricos está integrada à Identificação Civil Nacional, permitindo cruzamento de informações entre diferentes órgãos públicos, sempre respeitando a privacidade e a legislação vigente.
Para quem ainda não possui biometria, a recomendação é comparecer ao cartório eleitoral mais próximo e realizar a coleta. O procedimento é gratuito e costuma ser concluído em poucos minutos.
Vale lembrar que a obrigatoriedade da biometria no alistamento não se estende aos eleitores que se registram no exterior, mantendo a mesma regra de regularidade para o voto.
Em síntese, a presença da biometria nas urnas de 2026 representa um avanço tecnológico, mas não um obstáculo para quem ainda não tem o cadastro completo. O foco permanece na regularidade do título e na capacidade de identificação alternativa.
Os eleitores devem ficar atentos às datas de manutenção dos títulos e, se necessário, atualizar seus dados antes das eleições. A atualização pode ser feita presencialmente ou, em alguns casos, por meio de aplicativos oficiais do TSE.
Por fim, a Justiça Eleitoral reforça que a democracia depende da participação de todos os cidadãos, independentemente das ferramentas tecnológicas disponíveis. A biometria, portanto, é um recurso a mais, não um impeditivo.








