Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada na segunda‑feira, 28 de setembro, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula lidera a intenção de voto entre católicos, com 48% das preferências, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 29%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de setembro, com 2.004 entrevistados católicos de todo o país, e tem margem de erro de três pontos percentuais.
Cenário atual da preferência entre católicos
Os números atuais colocam Lula com quase metade dos votos dos eleitores católicos, superando Flávio Bolsonaro por 19 pontos percentuais. Essa diferença é maior que a observada no conjunto do eleitorado geral, onde a vantagem do petista é de apenas cinco pontos.
Na pesquisa geral mais recente, Lula tem 39% de intenção de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio. A disparidade entre os dois candidatos dentro do segmento católico, portanto, evidencia um apoio mais sólido ao presidente entre os fiéis.
Evolução dos números nas últimas semanas
Comparando com a rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, Lula avançou cinco pontos, passando de 43% para 48%, enquanto Flávio subiu dois pontos, de 27% para 29%.
Nos últimos meses, a série de pesquisas Quaest tem registrado oscilações que, embora dentro da margem de erro, revelam tendências interessantes. A tabela abaixo resume os principais resultados:
- 14 de agosto: Lula 47% | Flávio 27% (diferença de 20 pontos)
- 2 de setembro: Lula 43% | Flávio 26% (diferença de 17 pontos)
- 7 de setembro: Lula 41% | Flávio 26% (diferença de 15 pontos)
- 14 de setembro: Lula 42% | Flávio 27% (diferença de 15 pontos)
- 21 de setembro: Lula 43% | Flávio 27% (diferença de 16 pontos)
- 28 de setembro: Lula 48% | Flávio 29% (diferença de 19 pontos)
Observa‑se, portanto, que a vantagem de Lula entre os católicos diminuiu inicialmente, para depois ampliar novamente na última medição.
Comparativo com o eleitorado geral e margem de erro
A diferença de 19 pontos entre os candidatos no segmento católico se aproxima da margem de erro específica de três pontos, mas ainda indica um apoio significativo ao presidente dentro desse grupo religioso.
No eleitorado geral, as variações entre as duas últimas rodadas foram menores, com Lula passando de 37% para 39% e Flávio de 33% para 34%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Essas oscilações sugerem que, embora o apoio geral esteja relativamente estável, os eleitores católicos apresentam uma sensibilidade maior às mudanças de campanha e ao discurso dos candidatos.
Especialistas apontam que fatores como a postura do governo em temas sociais, a presença de lideranças religiosas nas campanhas e a percepção de políticas de apoio à família podem influenciar a preferência desse segmento.
Além disso, a presença de candidatos que se apresentam como defensores de valores tradicionais tende a mobilizar eleitores católicos, o que pode explicar a manutenção de uma diferença expressiva em favor de Lula, que tem buscado alianças com lideranças da Igreja.
É importante notar que a pesquisa Quaest utiliza amostragem estratificada por região, idade e nível socioeconômico, garantindo representatividade dos diferentes perfis dentro da comunidade católica.
Os resultados também reforçam a necessidade de os candidatos ajustarem suas estratégias de comunicação, levando em conta as especificidades de grupos religiosos que podem ser decisivos em uma eventual disputa no segundo turno.
Em síntese, a pesquisa indica que Lula consolida uma base sólida entre os católicos, enquanto Flávio Bolsonaro ainda precisa ampliar seu alcance nesse segmento para reduzir a diferença de quase vinte pontos.
O cenário pode mudar à medida que a campanha se intensifique, mas, até o momento, os números apontam para uma vantagem clara do presidente entre os eleitores que professam a fé católica.








