Pesquisas divulgadas em 24 de setembro pela Quaest apontam diferenças marcantes entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos três maiores colégios eleitorais da região Sul. Os dados foram coletados entre 20 e 23 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Panorama geral da disputa no Sul
A região Sul concentra, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, cerca de 22,8 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026. Esse contingente representa mais de 10% do eleitorado nacional, o que torna a disputa entre os dois candidatos de grande relevância estratégica para ambos os lados.
Em termos de colégios eleitorais, o Paraná ocupa a quinta posição no ranking nacional, o Rio Grande do Sul a sexta, e Santa Catarina a décima. Essa hierarquia influencia diretamente a alocação de recursos de campanha e a atenção dos candidatos nas agendas locais.
Detalhes por estado
Paraná: A pesquisa ouviu 804 eleitores paranaenses. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro lidera com 40% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%, gerando um diferencial de 14 pontos percentuais. No segundo turno, a vantagem do candidato do PL aumenta para 20 pontos, com 51% contra 31% de Lula.
Rio Grande do Sul: Foram entrevistados 900 eleitores gaúchos. No primeiro turno, Flávio tem 35% das intenções, Lula 31%, diferença de 4 pontos dentro da margem de erro. No segundo turno, a distância chega a 11 pontos, com 46% para Flávio e 35% para Lula.
Santa Catarina: A amostra contou com 804 eleitores catarinenses. Flávio lidera de forma mais expressiva, com 50% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Lula, diferença de 27 pontos. No segundo turno, a vantagem amplia para 36 pontos, com 60% para Flávio e 24% para Lula.
Os números foram registrados nos seguintes processos eleitorais: BR-04607/2026 (Paraná), RS-01390/2026 (Rio Grande do Sul) e BR-09969/2026 (Santa Catarina). Cada levantamento foi encomendado por diferentes entidades – Rede Paranaense, Grupo RBS e NSC, respectivamente.
Metodologia e confiabilidade das pesquisas
A Quaest aplicou um método de entrevista presencial, abrangendo eleitores a partir de 16 anos. A coleta ocorreu em quatro dias consecutivos, permitindo capturar variações de humor e reação a notícias recentes.
- Paraná: 804 entrevistas
- Rio Grande do Sul: 900 entrevistas
- Santa Catarina: 804 entrevistas
Com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, os resultados são considerados estatisticamente robustos para orientar estratégias de campanha.
É importante notar que, apesar da diferença expressiva em Santa Catarina, o cenário pode mudar à medida que as campanhas se intensificam, que novos debates surgem e que possíveis alianças políticas sejam formalizadas.
Implicações para o segundo turno
Os dados sugerem que Flávio Bolsonaro tem uma vantagem confortável em todos os três estados, sobretudo em Santa Catarina, onde a diferença supera os 30 pontos percentuais. Essa vantagem pode ser decisiva para a composição do colégio eleitoral nacional, caso o candidato consiga consolidar o apoio nas regiões sulistas.
Para Lula, o desafio consiste em reduzir esses déficits, possivelmente através de alianças com lideranças locais, reforço de mensagens sobre políticas públicas regionais e mobilização de eleitores indecisos.
Analistas apontam que a margem de erro de três pontos pode ainda permitir pequenas variações, mas a tendência geral indica que o candidato do PL mantém a liderança nas três maiores urnas do Sul.
Além das questões eleitorais, os resultados refletem também a polarização política que se intensifica no país, com cada candidato consolidando bases distintas e estratégias de comunicação diferenciadas.
Em síntese, a pesquisa da Quaest oferece um panorama claro da disputa no Sul, destacando a necessidade de ajustes de campanha para ambos os lados antes do segundo turno, previsto para o final de 2026.








