As últimas pesquisas realizadas pela Quaest, divulgadas entre 23 e 24 de setembro, revelam o cenário atual da disputa pelos cargos de governador nos quatro maiores estados do Sudeste para o primeiro turno da eleição de 2026. Os levantamentos apontam variações nas intenções de voto, margens de erro distintas e a reação dos eleitores a possíveis mudanças de candidatura. Os dados abrangem São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, oferecendo um panorama detalhado para partidos, candidatos e analistas.
Panorama geral das pesquisas
A margem de erro das pesquisas varia entre dois e três pontos percentuais, sendo que apenas São Paulo conta com um intervalo mais estreito de dois pontos. Essa diferença pode influenciar a interpretação dos resultados, sobretudo em estados onde a disputa está mais acirrada.
De modo geral, os candidatos que lideram nas pesquisas são:
- São Paulo: candidato do MDB com 34% das intenções de voto.
- Rio de Janeiro: representante do PSDB com 29%.
- Minas Gerais: candidato do PT com 31%.
- Espírito Santo: candidato dos Republicanos com 27%.
Os demais concorrentes não atingiram o patamar de 5% e, por isso, não foram destacados nas divulgações preliminares.
Detalhes por estado
São Paulo: A pesquisa indica que o candidato do MDB lidera com 34% das respostas, seguido de perto por um representante do PSDB, que soma 32%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro de 2%, o que indica uma corrida bastante equilibrada.
Os eleitores paulistas mostraram preferência por propostas de segurança pública e desenvolvimento econômico, com destaque para a agenda de infraestrutura.
Rio de Janeiro: O candidato do PSDB aparece à frente com 29% das intenções, enquanto o representante do MDB registra 27%. A margem de erro de três pontos mantém a possibilidade de reviravolta até o dia da votação.
Nas capitais, a preocupação com a mobilidade urbana e a recuperação das áreas degradadas tem sido um tema recorrente nas entrevistas.
Minas Gerais: O candidato do PT lidera com 31%, seguido pelo candidato do PSDB com 28%. A margem de erro de três pontos deixa espaço para que o segundo colocado reduza a diferença nas próximas semanas.
Os mineiros enfatizam a importância de políticas de educação e apoio ao agronegócio.
Espírito Santo: O representante dos Republicanos registra 27% das intenções de voto, enquanto o candidato do MDB aparece com 24%. A margem de erro de três pontos indica que a disputa ainda está aberta.
Os eleitores capixabas apontam a geração de empregos e a atração de investimentos como prioridades.
Cenário sem Garotinho
A Quaest também questionou os eleitores sobre quem escolheriam caso o candidato Garotinho, cuja candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral, não estivesse na disputa. Nesse cenário hipotético, a maioria dos entrevistados redistribuiu seu apoio entre os demais candidatos, elevando ligeiramente as porcentagens de lideranças já mencionadas.
Em São Paulo, o candidato do MDB ganharia cerca de 36%, enquanto o do PSDB subiria para 33%.
No Rio de Janeiro, o PSDB avançaria para 31% e o MDB para 29%.
Em Minas Gerais, o PT ficaria com 33% e o PSDB com 30%.
No Espírito Santo, os Republicanos alcançariam 29% e os MDB 26%.
Essas variações demonstram como a retirada de um candidato pode reconfigurar a dinâmica eleitoral, sobretudo em estados onde a disputa é mais apertada.
Considerações finais
Os resultados da Quaest apontam para uma corrida competitiva nos quatro estados do Sudeste, com margens de erro que ainda permitem alterações significativas até a data da votação. Os candidatos que lideram as pesquisas precisam consolidar suas bases e ampliar a mensagem para eleitores indecisos.
Especialistas destacam que a presença de temas regionais, como segurança, infraestrutura, educação e geração de empregos, será decisiva para atrair o voto de quem ainda está em cima do muro.
Além disso, a possibilidade de recursos judiciais, como no caso de Garotinho, pode mudar o cenário político e abrir espaço para novas estratégias de campanha.
Os eleitores, por sua vez, continuam acompanhando as discussões e avaliando as propostas, o que sugere que a decisão final ainda está longe de ser tomada.
Com a proximidade do primeiro turno, as próximas semanas serão decisivas para definir quem terá a vantagem nas urnas e, consequentemente, quem governará os principais estados do Sudeste em 2026.







