Uma nova série de pesquisas realizadas pela Quaest foi divulgada entre os dias 22 e 23 de setembro, trazendo o panorama da disputa presidencial para o primeiro turno em 24 unidades federativas e no Distrito Federal. Os dados mostram como se posicionam os principais candidatos nas diferentes regiões do país, destacando a proximidade entre as lideranças. A pesquisa, com margem de erro de três pontos na maioria dos estados, oferece um termômetro da corrida eleitoral que se intensifica nas próximas semanas.
Visão geral da pesquisa nacional
O levantamento nacional, publicado no dia 21 de setembro, indica que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados, com diferenças dentro da margem de erro. Essa situação reflete a polarização do eleitorado, que se divide entre a experiência do atual presidente e a proposta de renovação defendida pelo candidato do PL.
Além dos dois nomes que lideram as intenções, os demais candidatos não registraram pontuação expressiva nas entrevistas realizadas, o que reforça a concentração da disputa nos dois principais concorrentes. A ausência de números relevantes para outros nomes também pode indicar falta de visibilidade ou baixa aderência das propostas desses candidatos nas regiões pesquisadas.
A margem de erro geral da Quaest é de três pontos para mais ou para menos, exceto no estado de São Paulo, onde a margem foi reduzida para dois pontos, aumentando a confiabilidade dos resultados naquele território.
Detalhes por região
A pesquisa abrangeu 24 estados, excluindo temporariamente o Pará, cuja pesquisa será divulgada no dia 26 de setembro, e o Piauí, que não teve levantamentos nesta rodada. Essa lacuna temporária não impede a visualização de tendências claras em grande parte do território nacional.
Os estados analisados apresentaram resultados semelhantes: Lula e Flávio Bolsonaro foram os únicos candidatos a registrar porcentagens acima de um ponto percentual. Em todos os casos, a diferença entre eles ficou dentro da margem de erro, o que significa que a disputa permanece indecisa em cada localidade.
- Acre – empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Alagoas – diferença mínima dentro da margem de erro.
- Amapá – resultados quase iguais para os dois candidatos.
- Amazonas – disputa apertada, sem líder claro.
- Bahia – empate técnico, margem de erro de três pontos.
- Ceará – diferença insignificante entre os principais concorrentes.
- Espírito Santo – resultados dentro da margem de erro.
- Goiás – empate técnico entre os dois candidatos.
- Mato Grosso – disputa equilibrada, sem vantagem.
- Mato Grosso do Sul – diferença mínima.
- Maranhão – resultados muito próximos.
- Minas Gerais – empate técnico, margem de erro de três pontos.
- Paraíba – disputa quase paritária.
- Paraná – diferença dentro da margem de erro.
- Pernambuco – resultados quase iguais.
- Rio de Janeiro – empate técnico.
- Rio Grande do Norte – diferença mínima.
- Rio Grande do Sul – resultados dentro da margem de erro.
- Rondônia – empate entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Roraima – diferença insignificante.
- Santa Catarina – disputa equilibrada.
- Sergipe – resultados quase idênticos.
- Tocantins – diferença dentro da margem de erro.
- Distrito Federal – empate técnico entre os dois candidatos.
Nas regiões Norte e Centro‑Oeste, a proximidade entre as intenções de voto indica que fatores locais, como políticas de desenvolvimento regional e questões de segurança, podem influenciar a decisão dos eleitores nas próximas semanas. A presença de comunidades indígenas e de trabalhadores do agronegócio também adiciona camadas de complexidade à interpretação dos números.
No Nordeste, a tradição de apoio ao Partido dos Trabalhadores ainda se faz presente, porém a candidatura de Flávio Bolsonaro tem ganhado espaço em áreas urbanas, reduzindo a vantagem histórica de Lula. Esse movimento reflete um cenário de renovação política que pode alterar o padrão de votação tradicional.
Já no Sudeste, a maior concentração de eleitores e a diversidade econômica criam um ambiente de competição acirrada. Em São Paulo, a margem de erro reduzida para dois pontos aumenta a importância de cada voto, e a disputa pode se decidir por diferenças mínimas entre os candidatos.
No Sul, a polarização segue semelhante ao restante do país, com resultados que apontam para um empate técnico em quase todos os estados pesquisados. A presença de indústrias e a tradição de voto em candidatos de centro‑direita ou centro‑esquerda tornam a região um termômetro crucial para a definição do vencedor.
Análise das margens de erro e ausência de dados
A margem de erro de três pontos em quase todo o país indica que pequenas variações nas respostas podem mudar o cenário de liderança em cada estado. Em São Paulo, a margem de dois pontos eleva a precisão dos resultados, mas ainda permite que a disputa permaneça aberta.
A falta de dados para o Pará e o Piauí nesta rodada gera uma lacuna que deve ser preenchida nos próximos levantamentos. A divulgação da pesquisa do Pará, prevista para o dia 26, pode trazer novas nuances ao mapa nacional, especialmente porque o estado possui um eleitorado numeroso e diversificado.
Especialistas apontam que, enquanto a pesquisa Quaest oferece um panorama detalhado, a realidade nas urnas pode mudar rapidamente devido a eventos políticos, debates e a influência de campanhas nas redes sociais. Por isso, os analistas recomendam acompanhar as próximas rodadas de pesquisa para identificar tendências de longo prazo.
Em resumo, a pesquisa Quaest revela um cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos em quase todas as unidades federativas pesquisadas, com margens de erro que mantêm a disputa viva. O próximo passo será observar como as campanhas se adaptam a esses números e como os eleitores responderão às propostas apresentadas nos últimos dias que antecedem a votação.








