Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta‑feira, 25 de setembro, indica que Flávio Bolsonaro (PL) está à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de setembro, com 1.610 entrevistas, e encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.
Cenário atual da disputa presidencial em São Paulo
Flávio Bolsonaro registrou 38% das intenções de voto no primeiro turno, avançando três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, que havia sido publicada em 11 de setembro. Lula manteve-se estável em 33%, o que ampliou a diferença entre os dois candidatos de dois para cinco pontos percentuais.
Na simulação de segundo turno, Flávio também aumentou sua vantagem, alcançando 49% contra 41% de Lula, ampliando o fosso para oito pontos percentuais. Esses números colocam o estado de São Paulo como um território decisivo para a corrida presidencial, já que concentra mais de 30% dos eleitores nacionais.
Detalhes da pesquisa Datafolha
Além dos dois principais concorrentes, a pesquisa traz o desempenho de outros candidatos que ainda figuram no cenário nacional. Os números são apresentados na lista abaixo, que evidencia a estabilidade ou variação de cada um em comparação com a rodada anterior.
- Augusto Cury (Avante): 7% (mesmo percentual da pesquisa anterior)
- Ronaldo Caiado (PSD): 5%, acima dos 4% anteriores
- Renan Santos (Missão): 4%, queda de 6% para 4%
- Romeu Zema (Novo): 2%, estabilidade
- Samara Martins (UP): 1%, redução de 2% para 1%
- Wilson Grassi (Democrata): 1%, inalterado
- Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO): 0%, queda de 1% para 0% cada
- Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU): 0%
- Leonardo Avalanche (PRTB): 0%, incluído nesta rodada
Os eleitores que optam por voto em branco, nulo ou nenhum candidato permanecem em 6% do total, número idêntico ao da pesquisa anterior. Os indecisos são 2%, também sem variação.
Análise das margens e dos indecisos
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que as diferenças observadas entre os candidatos devem ser interpretadas dentro desse intervalo estatístico. Ainda assim, a tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro é consistente, passando de 35% para 38% nas intenções de voto de primeiro turno.
Para Lula, a estabilidade em 33% indica que sua base permanece firme, mas não suficiente para fechar o gap com o adversário. No segundo turno, a leve queda de 42% para 41% reforça a necessidade de ajustes de campanha, especialmente em regiões onde o eleitorado ainda está indeciso ou inclinado ao voto em branco.
Os resultados também mostram que a soma dos votos em branco, nulos e nenhum candidato aumentou para 10% na simulação de segundo turno, enquanto os indecisos permanecem em 1%. Esses números podem ser decisivos caso a disputa se estreite nas próximas semanas.
Implicações para o segundo turno e estratégias de campanha
Com a vantagem de Flávio Bolsonaro ampliada para oito pontos percentuais no cenário de segundo turno, os analistas políticos apontam que a campanha do PL deverá focar na consolidação de eleitores de centro‑direita e na conquista de indecisos que ainda não definiram sua preferência. Estratégias de comunicação digital, presença em mídias tradicionais e alianças regionais podem ser cruciais.
Por outro lado, a equipe de Lula precisará reforçar sua mensagem de continuidade de políticas sociais e econômicas, além de buscar apoio de candidatos menores que ainda mantêm alguma parcela de votos, como Augusto Cury e Ronaldo Caiado. A possibilidade de acordos de apoio pode mudar a dinâmica dos números.
É importante observar que a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑09355/2026, garantindo transparência e rastreabilidade dos dados. O nível de confiança de 95% indica que os resultados são robustos dentro dos limites estatísticos estabelecidos.
Em síntese, o panorama atual aponta para uma corrida acirrada em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro lidera, mas Lula ainda detém uma base considerável. As próximas semanas serão decisivas para definir se a vantagem do PL se manterá ou se a campanha do PT conseguirá reverter o cenário.








