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Mahmoud Abbas critica política dos EUA e destaca ocupação israelense em discurso na ONU

Na quinta‑feira, 24 de setembro de 2026, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, apresentou um discurso gravado na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque. O conteúdo abordou a negação de vistos pelos Estados Unidos, a continuação da ocupação israelense e a expansão dos assentamentos na Cisjordânia.

Contexto da participação de Abbas na ONU

Abbas não compareceu pessoalmente ao plenário da ONU devido à recusa do governo dos EUA em conceder vistos ao líder palestino e à sua delegação. Essa decisão reproduziu a mesma postura adotada em 2025, quando o então presidente Donald Trump manteve a política de restrição.

Em 2024, sob a administração Biden, Abbas recebeu autorização para viajar a Nova Iorque e proferir seu discurso ao vivo, o que gerou expectativas de um retorno ao diálogo direto no foro internacional.

O discurso gravado foi transmitido para a sala de sessões, permitindo que delegados de diversas nações acompanhassem as declarações do líder palestino em tempo real.

Críticas ao governo dos EUA e ao veto de vistos

Abbas denunciou o governo de Donald Trump por violar as obrigações de um país‑sede da Assembleia Geral, ao impedir a entrada de representantes palestinos. Ele argumentou que a medida constitui uma afronta ao princípio de igualdade entre Estados-membros.

Segundo o presidente palestino, a recusa de vistos tem efeito de silenciar a voz do povo palestino nas discussões internacionais sobre a sua autodeterminação.

Ele ainda destacou que a política de vistos não pode ser usada como ferramenta de pressão política, pois fere normas consagradas nas convenções da ONU.

  • Negação de vistos em 2025
  • Negação de vistos em 2026
  • Impacto sobre a diplomacia palestina

Abbas solicitou que a comunidade internacional reforce a necessidade de respeitar os direitos de viagem dos representantes de todas as nações, independentemente de divergências políticas.

Repercussões sobre a ocupação e os assentamentos israelenses

O discurso enfatizou que o povo palestino e sua liderança não devem ser penalizados por exigir o fim da ocupação israelense. Abbas pediu que Israel seja responsabilizado pelas violações do direito internacional.

Ele apontou para a expansão contínua dos assentamentos na Cisjordânia como um obstáculo direto à solução de dois Estados.

Em meio ao impasse na Faixa de Gaza, que ainda lida com as consequências da guerra de 2024, Abbas ressaltou a urgência de uma intervenção diplomática que proteja civis de ambos os lados.

  1. Expansão dos assentamentos na Cisjordânia
  2. Conflitos recorrentes em Gaza
  3. Necessidade de negociações multilaterais

O líder palestino conclamou as nações a pressionarem Israel para que cesse a construção de novas colônias e respeite as resoluções da ONU que condenam a ocupação.

Reação de Israel e perspectivas para o futuro

Na mesma sessão da Assembleia Geral, o primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou, prometendo “dizer a verdade” sobre as ações das tropas israelenses em Gaza e outros conflitos regionais.

Netanyahu criticou o prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, por supostamente favorecer a narrativa palestina, acentuando a tensão diplomática entre as duas nações.

Ambos os discursos refletem a crescente polarização nas discussões sobre o Oriente Médio dentro da ONU, onde cada lado busca legitimar suas reivindicações perante a comunidade internacional.

Especialistas apontam que a recusa dos EUA em conceder vistos a Abbas pode aprofundar o isolamento da Autoridade Palestina, dificultando ainda mais os esforços de negociação.

Por outro lado, a visibilidade gerada pelo discurso gravado pode mobilizar apoio de países não alinhados aos EUA, ampliando a coalizão que pressiona por uma solução justa.

O futuro da disputa dependerá, em grande medida, da capacidade das partes em encontrar um terreno comum, bem como da disposição da comunidade internacional em aplicar mecanismos de pressão efetivos.

Enquanto isso, a população civil na região continua a sofrer as consequências de políticas que alternam entre confrontos armados e bloqueios diplomáticos.

O acompanhamento das próximas sessões da ONU será crucial para avaliar se haverá avanços concretos ou se o impasse permanecerá.

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