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Trump e Delcy Rodríguez se encontram em Nova York durante a Assembleia da ONU

Na terça‑feira, 22 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na cidade de Nova York, ao lado da Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro, realizado à margem da sessão, marcou a primeira reunião entre os dois líderes desde a captura de Nicolás Maduro e sua esposa em janeiro deste ano.

Encontro à margem da Assembleia Geral

A reunião foi organizada como parte de uma recepção oficial promovida por Trump para chefes de Estado que participaram da Assembleia Geral da ONU. A delegação venezuelana, liderada por Rodríguez, chegou a Nova York para discursar na sessão do dia seguinte, trazendo consigo o vice‑presidente da área econômica, o ministro do Petróleo e representantes da estatal PDVSA.

Segundo informações da Reuters, a visita de Rodríguez aos Estados Unidos representa sua primeira viagem ao país desde que assumiu a presidência interina. O objetivo declarado pela equipe venezuelana era apresentar a nação como um destino atraente para investimentos estrangeiros, sobretudo nos setores de energia e mineração.

Durante a recepção, Trump e Rodríguez trocaram cumprimentos formais e, segundo fontes da Casa Branca, discutiram possíveis acordos econômicos. O presidente americano ressaltou que os Estados Unidos estavam dispostos a apoiar a reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, citando um acordo de US$ 100 bilhões que, segundo ele, poderia ser “o maior já feito”.

Objetivos e críticas da reunião

A agenda da conversa incluiu temas sensíveis como a dívida pública venezuelana, a reabertura de campos petrolíferos e a possibilidade de novos empréstimos multilaterais. A delegação venezuelana buscava, também, atrair empresas americanas para projetos de mineração, destacando o potencial de minerais críticos para a transição energética.

Entretanto, a aproximação entre Trump e o governo interino foi duramente criticada por opositores internos. Liderados por María Corina Machado, os críticos acusam Washington de abandonar a pressão por eleições livres em troca de benefícios econômicos. Eles argumentam que o apoio dos EUA pode legitimar um regime que ainda carece de reconhecimento internacional pleno.

Em resposta, a equipe de Machado divulgou que a líder oposicionista foi impedida de retornar à Venezuela, reforçando a tensão política entre os dois lados. A oposição também apontou que, apesar das promessas de investimento, o acordo petrolífero ainda depende da estabilidade institucional e de um calendário eleitoral definido.

Reações e protestos internacionais

A presença de Rodríguez em Nova York gerou manifestações diante da sede da ONU. Mais de cinquenta manifestantes se reuniram para exigir eleições livres na Venezuela, carregando cartazes com slogans como “Sem voto, sem petróleo” e “Novo rosto, mesmo regime”.

  • Exigência de calendário eleitoral
  • Liberação de presos políticos
  • Fim do apoio econômico ao governo interino sem garantias democráticas

Alguns protestantes lembraram que Rodríguez ocupou cargos de destaque no governo chavista por mais de duas décadas, questionando a real mudança de postura do país. Outros fizeram referência a Nicolás Maduro, que aguarda julgamento por acusações de narcotráfico em uma prisão federal no Brooklyn.

De acordo com organizadores dos protestos, a expectativa é que Trump pressione o governo interino a estabelecer um cronograma para novas eleições, sob pena de retirar o apoio econômico anunciado. A comunidade internacional acompanha de perto a situação, avaliando se o acordo de investimento será mantido caso a Venezuela não avance em direção a um processo democrático.

Durante seu discurso na Assembleia Geral, Trump voltou a rotular Maduro de “ditador fora da lei” e destacou que a captura de líderes venezuelanos resultou na libertação de centenas de presos políticos. O presidente americano reforçou que a operação militar de janeiro demonstra a disposição dos EUA em usar sua força para proteger interesses no Hemisfério Ocidental.

Enquanto isso, a delegação venezuelana, ao final da sessão, reiterou seu compromisso com o diálogo internacional e com a atração de investimentos, mas não forneceu detalhes concretos sobre o calendário eleitoral que a oposição tanto demanda.

Analistas políticos apontam que o encontro pode sinalizar uma nova fase nas relações entre Washington e Caracas, embora o futuro dependa de como ambas as partes equilibrarão interesses econômicos e pressões por democratização.

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