Em reunião com docentes da Universidade Federal de Goiás (UFG) na última quinta‑feira, o candidato ao governo de Goiás, Luis César Bueno (PT), apresentou seu plano de reformulação da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O encontro, realizado na sede do sindicato dos professores da UFG, abordou propostas para fortalecer o ensino superior público e adequar a oferta de cursos às demandas econômicas do estado.
Propostas para o Ensino Superior
Durante a conversa, o candidato destacou que a UEG deve se tornar um polo de excelência, com foco na qualidade pedagógica e na ampliação de vagas em cursos estratégicos. Ele enfatizou a necessidade de atualizar currículos, investir em infraestrutura de laboratórios e criar centros de pesquisa vinculados às indústrias locais.
Boa parte das propostas inclui a criação de programas de apoio ao estudante, como bolsas de iniciação científica, auxílio‑moradia e transporte gratuito para quem vem de municípios do interior. Essas medidas visam reduzir a evasão e garantir a permanência de talentos na universidade.
Além disso, o plano prevê a implantação de um portal digital integrado, onde alunos e professores poderão acessar recursos didáticos, acompanhar o andamento de projetos de pesquisa e solicitar serviços administrativos de forma simplificada.
Alinhamento com as Vocações Econômicas Regionais
Um dos pilares da reforma proposta por Luis César Bueno é alinhar a oferta de cursos da UEG às vocações econômicas de Goiás. Segundo o candidato, setores como biotecnologia, mineração, agroindústria e energias renováveis demandam profissionais altamente qualificados.
- Biotecnologia: criação de cursos de graduação e pós‑graduação focados em bioprocessos e desenvolvimento de biofármacos.
- Mineração: ampliação de disciplinas de engenharia de minas, segurança operacional e gestão ambiental.
- Agroindústria: programas de extensão que integrem pesquisa em biotecnologia vegetal e processos de produção sustentável.
- Energias Renováveis: formação de engenheiros e técnicos em energia solar e eólica, acompanhando a expansão desses mercados no estado.
Para cada área, o candidato propôs parcerias com empresas locais, estágios remunerados e projetos de pesquisa aplicada, de modo a transformar a universidade em um verdadeiro motor de inovação.
O objetivo é que, ao final do mandato, a UEG tenha formado milhares de profissionais prontos para atender às demandas das cadeias produtivas regionais, reduzindo a dependência de mão‑de‑obra externa.
Financiamento e Investimentos na UEG
Outro ponto central da agenda de Luis César Bueno é a recomposição dos repasses públicos à UEG. O candidato afirmou que a falta de recursos tem comprometido a manutenção de laboratórios, a renovação de equipamentos e a expansão de campi no interior do estado.
Ele propôs a criação de um fundo estadual de apoio à educação superior, alimentado por parte da arrecadação do ICMS e de recursos federais destinados ao desenvolvimento regional. Esse fundo seria gerido por um conselho composto por representantes do governo, da comunidade acadêmica e do setor produtivo.
Com recursos garantidos, a UEG poderia investir em:
- Reforma e ampliação de unidades físicas nos municípios que ainda não contam com campus.
- Atualização de laboratórios de química, física e biologia, equipando-os com tecnologia de ponta.
- Contratação de professores com titulação doutoral e experiência em projetos de inovação.
- Programas de extensão que levem conhecimento técnico às comunidades rurais.
Além do aporte financeiro, Luis César Bueno enfatizou a importância de uma gestão transparente, com auditorias periódicas e divulgação de resultados em tempo real, para garantir que cada centavo seja aplicado de forma eficiente.
O candidato ainda ressaltou que a reforma da UEG deve ser acompanhada de políticas de inclusão, garantindo vagas para estudantes de baixa renda, negros, indígenas e pessoas com deficiência, de modo a promover a diversidade e a equidade no ensino superior.
Em síntese, a proposta de Luis César Bueno para a UEG combina melhorias estruturais, alinhamento com a economia local e um modelo de financiamento sustentável, buscando transformar a universidade em um agente de desenvolvimento regional.








