Na segunda‑feira, 21 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma nova enquete nas redes sociais para escolher um novo nome para a inteligência artificial. A iniciativa, publicada em sua conta do Truth Social, oferece duas opções de substituição ao termo tradicional, gerando amplo debate entre especialistas e o público. A proposta surge em meio a intensas discussões globais sobre os riscos e benefícios da tecnologia emergente.
Opções de nomenclatura e contexto político
O formulário disponibilizado por Trump apresenta duas alternativas: “Super Inteligência” e “Inteligência Superior”. Ambas as sugestões foram traduzidas para o português, facilitando a compreensão de usuários brasileiros que acompanham o debate. O presidente ainda não explicou como a mudança de nome seria implementada nos documentos oficiais ou nas políticas públicas.
Esta não é a primeira vez que Trump aborda o tema. No domingo, 20 de setembro, ele havia publicado outra enquete contendo três opções, incluindo a agora descartada “Inteligência Extrema”. A diferença de opções indica que o líder está ajustando sua estratégia de comunicação para captar mais apoio.
- Super Inteligência
- Inteligência Superior
Ao criticar o termo “inteligência artificial” como “pouco eloquente”, Trump sinaliza uma intenção de remodelar a narrativa em torno da tecnologia, possivelmente para reforçar a imagem de controle e inovação dos Estados Unidos.
Reações da comunidade tecnológica e alertas de risco
Especialistas em IA apontam que a mudança de nome não altera os desafios técnicos e éticos associados ao desenvolvimento acelerado da tecnologia. Pesquisadores da Anthropic, por exemplo, alertaram recentemente que o ritmo atual pode conduzir, em médio prazo, a cenários catastróficos para a humanidade.
Trump, porém, tem mantido uma postura crítica em relação a esses alertas. Em declarações anteriores, ele afirmou que desacelerar a pesquisa beneficiaria a China, principal rival geopolítico dos EUA, e que a competição tecnológica é essencial para a segurança nacional.
Além disso, o presidente anunciou a criação de uma “Força de IA” destinada a supervisionar a regulamentação da tecnologia. Ele prometeu nomear um “czar” da IA nos próximos dias, embora ainda não tenha revelado quem ocupará o cargo.
Em outra publicação, Trump comparou os riscos da IA às previsões sobre mudanças climáticas, classificando ambas como “farsa”. Essa analogia gerou críticas de cientistas que ressaltam a realidade dos impactos climáticos e a necessidade de regulação responsável da IA.
Implicações para a política interna e internacional
Internamente, a iniciativa de Trump pode ser vista como uma tentativa de mobilizar sua base de apoiadores nas redes sociais, reforçando a imagem de um líder que “fala a língua do povo”. A escolha de termos como “Super Inteligência” pode evocar uma sensação de superioridade tecnológica que agrada a eleitores conservadores.
No cenário internacional, a proposta pode influenciar a forma como aliados e adversários percebem a postura dos EUA em relação à regulação da IA. Países que já adotaram marcos regulatórios mais rígidos podem interpretar a medida como um sinal de descompromisso com a cooperação multilateral.
Ao mesmo tempo, a falta de detalhes sobre como a mudança de nome será efetivada gera incerteza nos setores de pesquisa e desenvolvimento. Empresas de tecnologia podem enfrentar desafios ao alinhar suas estratégias de branding com possíveis alterações terminológicas oficiais.
Por fim, a disputa de nomenclatura reflete uma tendência mais ampla: a luta por controle narrativo em torno de tecnologias disruptivas. Seja qual for o nome adotado, o debate continuará a girar em torno de quem define as regras do jogo e quais valores serão priorizados.








