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Zuenir Ventura, ícone do jornalismo brasileiro, falece aos 95 anos e deixa legado cultural

O jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça‑feira, 22 de setembro de 2026, em sua residência no bairro de Pinheiros, em São Paulo, aos 95 anos, vítima de pneumonia. A notícia rapidamente circulou pelos principais veículos de comunicação e pelas redes sociais, gerando uma onda de homenagens. Seu falecimento marca o fim de uma era de reportagem profunda e de literatura engajada com a história do Brasil.

Repercussão nas redes sociais

Imediatamente após o anúncio, celebridades, colegas de imprensa e leitores expressaram sua tristeza em plataformas como Instagram, Twitter e Facebook. Fernanda Torres compartilhou uma foto ao lado de Zuenir, acompanhada da mensagem: “Meu amor e meus sentimentos para a Mary e toda a família”. O ator Ancelmo Gois escreveu: “Foi um mestre, um amigo. Nós perdemos muito. Muito triste”.

Outros nomes de destaque, como a apresentadora Fernanda Lima e o escritor Paulo Lins, também publicaram mensagens curtas, mas carregadas de emoção, ressaltando a influência de Ventura na formação de novas gerações de jornalistas. Em lista, alguns dos comentários mais marcantes foram:

  • “Um cronista da nossa memória coletiva” – Maria Clara Lima.
  • “Sua escrita nos fez enxergar o Brasil com outros olhos” – Carlos Drummond Jr.
  • “Zuenir era a voz dos que não tinham voz” – Ana Paula Pimentel.

As publicações geraram milhares de curtidas e compartilhamentos, demonstrando o alcance nacional da obra de Ventura. Muitos usuários ainda citavam trechos de seus livros, como “1968 – O que Fizemos de Nós”, que será lançado postumamente.

Legado jornalístico e literário

Zuenir Ventura iniciou sua carreira na década de 1960, cobrindo eventos políticos marcantes, como a ditadura militar e a redemocratização. Seu estilo combina rigor investigativo com sensibilidade literária, característica que lhe rendeu prêmios como o Prêmio Jabuti e o Prêmio Esso de Jornalismo.

Ao longo de mais de seis décadas, publicou obras que se tornaram referência nas universidades brasileiras, como “1968 – O que Fizemos de Nós” e “O Rio de Janeiro que Eu Conheci”. Cada livro trazia uma análise profunda dos acontecimentos, mesclando fatos históricos com depoimentos de pessoas comuns.

Além de escritor, Ventura foi professor visitante em várias instituições, compartilhando seu método de reportagem baseada em entrevistas extensas e na observação minuciosa do cotidiano. Seu legado pedagógico ainda influencia cursos de jornalismo em todo o país.

Os críticos destacam que sua escrita possuía um tom humanista, capaz de transformar notícias em narrativas envolventes. Essa capacidade de contar histórias fez com que seu trabalho fosse adaptado para documentários, peças de teatro e até mesmo séries de TV.

Homenagens institucionais

A Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual Ventura era membro titular da cadeira 27, anunciou que seu corpo será velado nas dependências da instituição na manhã de 23 de setembro. O velório será aberto ao público, permitindo que admiradores prestem sua última homenagem.

O presidente da ABL, José Eduardo de Barros, declarou que “Zuenir Ventura foi um dos maiores cronistas da nossa história, cuja obra permanecerá viva nas páginas dos livros e na memória dos leitores”. A cerimônia contará com a presença de autoridades, jornalistas e familiares.

O Cemitério São João Batista, onde está localizado o mausoléu da ABL, receberá o sepultamento, seguindo a tradição de grandes nomes da cultura brasileira. O local costuma receber visitas de estudantes e pesquisadores que desejam prestar respeito ao legado dos acadêmicos.

Além da ABL, outras instituições culturais, como o Museu da Imprensa de São Paulo e a Fundação Biblioteca Nacional, organizaram exposições temporárias com documentos, fotografias e manuscritos de Ventura. Essas mostras têm como objetivo preservar e divulgar sua produção intelectual para as futuras gerações.

Próximos projetos e memória

Mesmo após sua morte, o livro “1968 – O que Fizemos de Nós” será lançado em outubro, com prefácio escrito por um dos seus antigos colegas de redação. A obra reúne relatos inéditos de participantes dos movimentos estudantis, oferecendo uma nova perspectiva sobre um período turbulento da história brasileira.

Editoras e agentes literários afirmam que o acervo de Zuenir Ventura ainda contém centenas de entrevistas gravadas, anotações de campo e artigos que ainda não foram publicados. Há planos de compilar esse material em volumes futuros, garantindo que sua voz continue a ecoar nos debates contemporâneos.

Para manter viva a memória do cronista, a Fundação Zuenir Ventura foi criada por familiares e amigos próximos. O objetivo da fundação é promover bolsas de estudo, organizar palestras e apoiar projetos de jornalismo investigativo que sigam a linha ética e humanista do autor.

Em síntese, a partida de Zuenir Ventura deixa um vazio imenso no jornalismo brasileiro, mas também uma herança rica e multifacetada que continuará a inspirar profissionais e leitores. Seu nome permanece como sinônimo de compromisso com a verdade, com a história e com a dignidade humana.

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