Em entrevista divulgada nesta segunda‑feira, 21 de setembro, o Real Time Big Data revelou que o senador Flávio Bolsonaro tem mais de 30 pontos de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto no estado do Paraná. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de setembro, com 1.600 eleitores entrevistados, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Contexto da pesquisa
A coleta de dados ocorreu em um período crítico para as campanhas presidenciais, com o primeiro turno se aproximando e os candidatos intensificando a presença nas mídias regionais. O Real Time Big Data, conhecido por usar métodos de amostragem aleatória, registrou as respostas em um questionário eletrônico, garantindo a anonimato dos participantes.
O levantamento mostrou que, no primeiro turno, Flávio Bolsonaro já lidera com 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 30%. Essa diferença de 17 pontos indica uma tendência de preferência que pode se aprofundar nas próximas semanas.
No segundo turno, a disparidade se amplia ainda mais: Flávio alcança 61% das intenções, mantendo Lula no mesmo patamar de 30%. Essa projeção sugere que, se a corrida avançar para a segunda fase, o candidato do PL pode consolidar uma vitória expressiva no estado sul‑catarinense.
Detalhes dos números
Os resultados detalhados da pesquisa foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08843/2026. A margem de erro de dois pontos percentuais significa que, estatisticamente, o apoio a Flávio pode variar entre 45% e 49% no primeiro turno, e entre 59% e 63% no segundo turno.
Além dos dois principais candidatos, a pesquisa incluiu outros nomes que compõem o cenário eleitoral nacional. Os seguintes candidatos somaram apenas 1% das intenções de voto, sendo classificados como “outros”:
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara Martins (UP)
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Clariana Barão (DC)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata)
Esses candidatos, embora representem nichos específicos, não exercem influência significativa nos resultados globais da corrida presidencial no Paraná, segundo os analistas do instituto.
O levantamento também apontou que a preferência por Flávio Bolsonaro se concentra em áreas urbanas e em municípios com forte histórico de apoio ao PL nas eleições anteriores. Por outro lado, Lula mantém apoio estável em regiões rurais, mas não suficiente para reduzir a diferença atual.
Implicações políticas
Especialistas em ciência política interpretam a vantagem de mais de 30 pontos como um indicativo de que o eleitorado paranaense está inclinado a apoiar a agenda liberal‑conservadora proposta por Flávio Bolsonaro. Essa tendência pode influenciar a estratégia de campanha de ambos os candidatos nas próximas semanas.
Para Lula, a necessidade de reforçar a presença nas cidades do interior e de apresentar propostas que dialoguem com os setores produtivos do estado torna‑se ainda mais urgente. A campanha pode intensificar visitas a feiras agropecuárias e encontros com lideranças sindicais para tentar reduzir a distância.
Já a equipe de Flávio Bolsonaro pretende capitalizar a liderança atual, realizando comícios em cidades estratégicas e reforçando a mensagem de continuidade de políticas de segurança pública e desenvolvimento econômico. O candidato também tem sinalizado a intenção de criar alianças com lideranças regionais para solidificar a base de apoio.
O cenário também traz reflexos para a disputa nacional. Se o Paraná permanecer firme na preferência por Flávio, o estado pode se tornar um ponto de apoio crucial nas eleições gerais, influenciando a alocação de recursos de campanha e a definição de estratégias de coalizão.
Ademais, a pesquisa destaca a importância de observar as variações de apoio nas próximas semanas, já que eventos externos, como debates televisivos e decisões judiciais, podem alterar o panorama atual.
Em síntese, a vantagem de mais de 30 pontos obtida por Flávio Bolsonaro no Paraná, segundo o Real Time Big Data, representa um marco significativo na corrida presidencial. O resultado reforça a necessidade de ambos os candidatos ajustarem suas estratégias de comunicação e de mobilização de eleitores para enfrentar os desafios que ainda estão por vir.








