Uma jornalista de 44 anos, também candidata nas eleições regionais do Peru, foi assassinada a tiros neste sábado, 19 de setembro, durante um ato de campanha em um mercado do distrito de Caraz, na região de Áncash.
Detalhes do ataque e suas consequências
O incidente ocorreu enquanto Susy Aponte discursava para apoiadores, quando um atirador abriu fogo contra a plateia. O tiroteio deixou a candidata morta no local e feriu outras cinco pessoas, que foram encaminhadas ao Hospital Regional para tratamento.
Segundo a polícia local, um homem de nacionalidade venezuelana foi detido pouco depois do ocorrido. A identidade completa do suspeito ainda não foi divulgada, mas as autoridades afirmam que ele será interrogado para esclarecer o motivo do crime.
Os feridos foram atendidos em diferentes setores do hospital, recebendo cuidados de emergência. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde dos pacientes, mas as autoridades garantem que todos estão sob observação.
O ataque gerou comoção nas redes sociais, com usuários compartilhando mensagens de apoio à família da jornalista e exigindo justiça rápida e eficaz.
Contexto político e a trajetória de Susy Aponte
Susy Aponte concorre ao governo do departamento de Áncash, onde as eleições regionais estão marcadas para 4 de outubro. Sua campanha se destacava por uma abordagem direta, focada na transparência e no combate à corrupção.
Além da atividade política, Aponte mantinha um portal informativo chamado “China Polo Dominical”, onde publicava denúncias sobre irregularidades na polícia e em órgãos públicos. Nos últimos dias, a jornalista havia relatado ameaças recebidas de pessoas ligadas ao sistema prisional.
O histórico de Aponte inclui trabalhos investigativos que expuseram casos de corrupção envolvendo autoridades locais, o que lhe rendeu tanto admiração quanto inimigos poderosos.
O cenário político na região de Áncash tem sido marcado por disputas acirradas, com vários candidatos prometendo reformas estruturais. O assassinato de Aponte pode influenciar o clima de segurança dos demais candidatos e eleitores.
Analistas apontam que a violência contra jornalistas no Peru tem aumentado nos últimos anos, refletindo um ambiente de intolerância à crítica e ao jornalismo investigativo.
Repercussões e chamadas à justiça
O Conselho da Imprensa Peruana, que reúne profissionais de mídia, condenou o homicídio e pediu uma investigação profunda para identificar os responsáveis e os possíveis mandantes.
Em comunicado oficial, a entidade ressaltou a necessidade de esclarecer os motivos do assassinato e de garantir a proteção de jornalistas que trabalham em condições de risco.
Até o momento, quatro jornalistas foram assassinados no Peru em 2025, segundo dados da polícia, indicando uma tendência alarmante de violência contra a imprensa.
Organizações internacionais de direitos humanos também emitiram notas de repúdio, solicitando que as autoridades peruanas reforcem medidas de segurança para profissionais da mídia.
- Investigação transparente e célere;
- Proteção efetiva a jornalistas e candidatos;
- Responsabilização dos autores e possíveis cúmplices;
- Revisão das políticas de segurança em eventos públicos;
- Garantia de liberdade de expressão sem temor de represálias.
Especialistas em segurança pública recomendam a adoção de protocolos rigorosos para eventos eleitorais, incluindo a presença de forças de segurança especializadas e a realização de avaliações de risco prévias.
O caso de Susy Aponte ainda está sob investigação, e a comunidade aguarda respostas que possam trazer justiça e prevenir novos episódios de violência política.
Enquanto isso, a família da jornalista recebeu apoio de diversas entidades civis e políticas, que prometeram acompanhar o processo judicial e oferecer suporte emocional.
O assassinato, ocorrido em um ambiente público, reforça a necessidade de debate nacional sobre a proteção de candidatos e a importância de um ambiente democrático livre de intimidação.
Com as eleições se aproximando, o clima de tensão pode influenciar a participação dos eleitores, que agora enfrentam o medo de possíveis atos de violência.
Os próximos dias serão decisivos para determinar se as autoridades conseguirão conduzir uma investigação que satisfaça as demandas da sociedade e restaure a confiança no sistema de justiça peruano.








