Nas últimas semanas, diversas pesquisas mostraram que Eduardo Paes (PSD) mantém a liderança sobre Douglas Ruas (PL) na corrida pelo governo do Rio de Janeiro. Os levantamentos foram divulgados entre 8 e 14 de setembro de 2024, abrangendo diferentes institutos e metodologias. Cada estudo indica margens de vantagem que variam de 10 a mais de 23 pontos percentuais.
Panorama geral das pesquisas recentes
Quatro institutos divulgaram seus resultados, revelando que Paes lidera em todos, porém com diferenças expressivas. O Real Time Big Data, publicado em 14 de setembro, apontou 35% para Paes e 25% para Ruas, resultando em uma diferença de 10 pontos. Já o Datafolha, divulgado três dias antes, mostrou 43% a 25%, indicando vantagem de 18 pontos.
Os dois levantamentos de 8 de setembro apresentaram as maiores distâncias. A Quaest registrou 39% para Paes e 18% para Ruas, separação de 21 pontos. O Paraná Pesquisas, por sua vez, revelou 43,5% contra 20,3%, a maior diferença – 23,2 pontos – entre os quatro estudos.
Detalhamento por instituto e evolução dos números
Embora todos coloquem Paes à frente, a amplitude da vantagem oscila conforme a fonte. No Paraná Pesquisas, a diferença chegou a 23,2 pontos; na Quaest, 21 pontos; no Datafolha, 18 pontos; e no Real Time Big Data, apenas 10 pontos.
Essas variações não significam necessariamente que a preferência por Paes tenha diminuído de forma linear. Cada instituto utiliza amostras, períodos de coleta e técnicas de ponderação distintas, o que pode gerar resultados divergentes.
Dentro de cada pesquisa, entretanto, há tendências claras. Na Quaest, Paes subiu de 37% para 39% entre duas rodadas, enquanto Ruas avançou de 14% para 18%. No Paraná Pesquisas, Paes recuou levemente de 44,5% para 43,5%, ao passo que Ruas ganhou de 15,5% para 20,3%.
No Datafolha, Paes avançou de 41% para 43%, e Ruas de 19% para 25%. Já o Real Time Big Data, que incluiu todos os candidatos, manteve a diferença em 9 pontos, com Paes em 42% e Ruas em 33%.
Metodologias e margens de erro dos levantamentos
Os detalhes de cada pesquisa ajudam a entender a confiabilidade dos números. A Quaest entrevistou 1.302 eleitores entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de ±3 pontos e nível de confiança de 95%.
O Paraná Pesquisas ouviu 1.600 eleitores entre 5 e 7 de setembro, apresentando margem de erro de ±2,5 pontos e o mesmo nível de confiança.
O Datafolha consultou 1.204 pessoas entre 8 e 10 de setembro, também com margem de erro de ±3 pontos e confiança de 95%.
Por fim, o Real Time Big Data contou com 2.000 entrevistas realizadas entre 9 e 12 de setembro, oferecendo margem de erro de ±2 pontos e confiança de 95%.
- Quaest: 1.302 entrevistas, margem de erro ±3 pontos.
- Paraná Pesquisas: 1.600 entrevistas, margem de erro ±2,5 pontos.
- Datafolha: 1.204 entrevistas, margem de erro ±3 pontos.
- Real Time Big Data: 2.000 entrevistas, margem de erro ±2 pontos.
Interpretação dos resultados e projeções para a campanha
Analistas apontam que a diferença de 10 a 23 pontos pode influenciar estratégias de campanha, especialmente nas áreas onde Ruas tem ganhado terreno. O aumento de Ruas na Quaest (de 14% para 18%) e no Datafolha (de 19% para 25%) indica um possível fortalecimento em determinados segmentos eleitorais.
Entretanto, a consistência da liderança de Paes, mesmo nas pesquisas com menor margem, sugere que ele ainda detém uma base sólida de apoio. A variação entre 39% e 43,5% para Paes nas diferentes sondagens demonstra que seu desempenho está dentro de um intervalo estável.
Especialistas recomendam cautela ao interpretar a queda aparente da diferença de 23,2 para 10 pontos, ressaltando que mudanças metodológicas podem gerar esses efeitos artificiais. O acompanhamento de tendências internas a cada instituto será crucial nas próximas semanas.
Com a campanha se intensificando, os candidatos deverão ajustar suas mensagens, focando em regiões onde as pesquisas apontam maior competitividade. O monitoramento contínuo das margens de erro e dos perfis das amostras ajudará a validar movimentos estratégicos.
Em resumo, a disputa entre Eduardo Paes e Douglas Ruas permanece desigual, mas a amplitude da vantagem varia significativamente conforme a fonte. O eleitorado do Rio de Janeiro acompanha de perto essas oscilações, que podem definir o rumo da corrida eleitoral nos próximos meses.








