Minas Gerais vai escolher seu próximo governador nas eleições de 2026, com votação marcada para 4 de outubro e possível segundo turno em 25 de outubro. Onze nomes disputarão o Palácio Tiradentes, representando uma ampla gama de partidos e regiões do estado.
Calendário e regras da disputa
O pleito estadual segue o calendário eleitoral nacional, com campanha oficial iniciada em 16 de agosto de 2026. Os eleitores mineiros, cerca de 16,3 milhões, deverão comparecer às urnas em 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
O mandato tem duração de quatro anos, com início previsto para 1º de janeiro de 2027. A Constituição estadual garante ao governador a responsabilidade de conduzir políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.
Perfil dos candidatos
A seguir, apresentamos um panorama dos concorrentes, destacando formação, idade, experiência política e a composição das chapas de vice‑governador.
- Alexandre Kalil (PDT) – 67 anos, ex‑prefeito de Belo Horizonte, concorre novamente pelo PDT em coalizão com PSDB‑Cidadania. Vice: Carlos Mosconi (PSDB).
- Ben Mendes (Missão) – 38 anos, advogado e o mais jovem da disputa. Vice: Cabo David Souza (Missão).
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 44 anos, senador por Minas Gerais, ex‑deputado estadual. Vice: Luis Eduardo Falcão Ferreira (Republicanos).
- Flávio Roscoe (PL) – 54 anos, empresário nascido em Belo Horizonte. Vice: Ellen Miziara (PL).
- Gabriel Azevedo (MDB) – 40 anos, professor universitário e ex‑presidente da Câmara Municipal de BH. Vice: Maria Helena de Quadros Lopes (MDB).
- Henrique Áreas (PCO) – 41 anos, jornalista e redator, natural de Ribeirão Preto (SP). Vice: Estevão Gomes (PCO).
- Indira Xavier (Unidade Popular) – 41 anos, auxiliar de escritório, única mulher entre os candidatos. Vice: Renato Campos (UP).
- Mateus Simões (PSD) – 45 anos, atual governador, busca a reeleição. Coalizão ampla envolvendo PSD, União Brasil, PP, Novo, Avante, PRD, Solidariedade, Mobiliza, DC e Agir. Vice: Danilo de Castro (União Brasil).
- Patrus Ananias (PT) – 74 anos, deputado federal, ex‑prefeito de Belo Horizonte e ex‑ministro. Coalizão com PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e Rede. Vice: Jarbas Soares (PSB).
- Rafael Duda (PSTU) – 41 anos, técnico em mineração, metalurgia e geologia. Vice: Diana de Cássia (PSTU).
- Túlio Lopes (PCB) – 44 anos, professor universitário. Vice: Warlen Nunes (PCB).
Os candidatos apresentam perfis diversificados, desde veteranos da política até profissionais que nunca ocuparam cargos eletivos. Essa variedade reflete a complexidade do cenário político mineiro, que combina demandas urbanas, rurais e industriais.
Desafios e expectativas para o próximo governo
Entre os principais temas que deverão orientar a campanha, destacam‑se a recuperação econômica pós‑pandemia, a crise hídrica recorrente, a segurança pública e a melhoria da educação básica. Minas Gerais, como segundo maior eleitorado do país, tem papel estratégico nas políticas federais.
Especialistas apontam que a disputa pode se intensificar nas regiões metropolitanas, onde a concentração de eleitores é maior, mas também nas áreas interioranas, onde questões como mineração e agricultura são decisivas. A presença de um candidato da Unidade Popular, Indira Xavier, indica que pautas sociais e de inclusão podem ganhar destaque.
O atual governador, Mateus Simões, conta com uma coligação extensa, o que pode facilitar a governabilidade caso seja reeleito. Por outro lado, a oposição reúne nomes com experiência nacional, como Patrus Ananias (PT) e Cleitinho Azevedo (Republicanos), que podem mobilizar bases eleitorais significativas.
Como acompanhar a campanha
Os eleitores podem seguir os debates transmitidos pelas principais emissoras e plataformas digitais, além de acompanhar as redes sociais oficiais de cada candidato. A transparência nas propostas será fundamental para que a população avalie quem tem o plano mais consistente para enfrentar os desafios estruturais do estado.
É recomendável que os cidadãos verifiquem a origem das informações, evitando notícias falsas que circulam com frequência nas semanas que antecedem o pleito. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais disponibiliza ferramentas de consulta ao histórico dos candidatos e à regularidade de suas campanhas.
Em resumo, a eleição de 2026 promete ser um marco para Minas Gerais, definindo rumos políticos, econômicos e sociais para os próximos quatro anos. A participação ativa da sociedade civil será decisiva para garantir que o futuro do estado seja construído de forma democrática e representativa.








