Nas eleições gerais de 2026, Minas Gerais escolherá dois representantes para o Senado Federal. A votação ocorrerá no dia 4 de outubro, quando os eleitores poderão marcar até dois nomes na urna. São dezesseis candidaturas que disputam os dois lugares disponíveis, refletindo a diversidade política do estado.
Experiência consolidada no cenário político
Alguns candidatos trazem décadas de atuação nas esferas municipal, estadual e federal. Eles costumam contar com histórico de cargos eletivos, liderança partidária e projetos de lei relevantes.
- Aécio Neves – Economista nascido em Belo Horizonte, atualmente deputado federal. Foi deputado entre 1987 e 2002, presidente da Câmara (2001‑2002), governador de MG (2003‑2010) e senador (2011‑2019). Suplentes: Gustavo Galassi e Marcelo Heringer.
- Carlos Alberto Dias Viana – Jornalista e professor, senador desde 2019. Natural de Braúnas, busca a reeleição pelo PSD. Suplentes: Misael Varella e Ilce Rocha.
- Domingos Sávio Campos Resende – Veterinário, empresário e político veterano. Vereador e prefeito de Divinópolis, deputado estadual e federal desde 2011. Suplentes: Braulio Braz e Pablo Gontijo.
- Marcelo Guilherme de Aro Ferreira – Jornalista, ex‑vereador de BH (2013‑2015) e deputado federal (2015‑2023). Atuou nas secretarias estaduais da Casa Civil (2023‑2025) e de Governo (2025‑2026). Suplentes: Professora Marli e Tileléo.
- Marília Aparecida Campos – Psicóloga e dirigente sindical, ex‑vereadora de Contagem, deputada estadual e prefeita (2021‑2026). Candidata pelo PT. Suplentes: Luciana Costa e Laércio Cintra (PSB).
Esses nomes costumam contar com redes de apoio consolidadas e têm facilidade para mobilizar eleitores em diferentes regiões do estado.
Novatos, representantes de minorias e perfis alternativos
Além dos veteranos, a disputa inclui candidatos que ainda não ocupam cargos eletivos ou que representam segmentos ainda pouco representados no Senado.
- Ana Luiza Cardoso de Macedo (Ana Luiza do MLB) – Auxiliar de laboratório nascida em Januária, sem experiência política prévia. Suplentes: Sandro Alberto e Christino Almeida (UP).
- Arcanjo Carlos Pimenta – Industrial e advogado de Belo Horizonte, nunca exerceu mandato público. Suplentes: Placidino Stábile e Nena Marchese.
- Áurea Carolina de Freitas e Silva – Cientista política e educadora, ex‑vereadora de BH (2017‑2018) e deputada federal (2019‑2023). Nascida no Pará, concorre pelo PSOL. Suplentes: Raquell Guimarães (Rede) e Felipe Fonseca (PSOL).
- Carlos Magno de Moura Soares (Carlin Moura) – Advogado e jornalista, ex‑vereador de Contagem, deputado estadual e prefeito (2013‑2016). Suplentes: Edilson Nascimento e Tião Nara.
- Fidélis Oliveira Alcântara – Publicitário de Coluna, sem cargo anterior. Suplentes: Karen Graciella e Elson Violante.
- Jordano Carvalho dos Santos (Jordano Metalúrgico) – Metalúrgico e comerciário de São João del Rei, sem experiência política. Suplentes: Oraldo Paiva e José João.
- Ramon Moreira – Advogado e juiz aposentado de Campo Belo, candidato pela Democracia Cristã. Suplentes: Rita de Cássia Alves Rezende e Noel Gonçalves de Oliveira.
- Manoel Teodoro Pereira de Carvalho Filho – Zootecnista e empresário, ex‑vereador de Muriaé (2013‑2020), secretário municipal de Agricultura (2017‑2020) e vice‑prefeito (2025‑2026). Suplentes: Kelvin Faria e Ivanise.
- Marco Antônio Moreira da Costa (Marco Antônio Superman) – Advogado e professor nascido em São Paulo, sem histórico de cargos. Suplentes: Diego Moreira e Bruno Lopes (Novo).
- Sebastião de Oliveira Pessoa (Tião Pessoa) – Administrador e programador de Alpinópolis, sem experiência política. Suplentes: Dalila de Almeida e Fernando Lirio (PCO).
- Victória Mello Vic – Professora nascida em Santo Antônio do Pinhal (SP), sem cargos anteriores. Suplentes: (informação não fornecida).
Essas candidaturas ampliam a representatividade, trazendo perspectivas de diferentes setores produtivos, acadêmicos e sociais.
Como funciona a votação para o Senado em Minas Gerais
Em 2026, dois terços do Senado serão renovados, e Minas Gerais terá duas vagas. Cada eleitor pode escolher até dois nomes, marcando-os na cédula eletrônica. Caso o eleitor deseje votar em apenas um candidato, a segunda escolha pode ficar em branco.
O sistema adotado é o de maioria simples: os dois candidatos mais votados são eleitos. Não há necessidade de segunda volta. Por isso, a estratégia das campanhas costuma focar tanto na captação de votos individuais quanto na formação de alianças que incentivem o eleitor a marcar ambos os nomes da chapa.
É importante observar que os suplentes só assumem o mandato se o titular vacar antes do término do mandato, seja por falecimento, renúncia ou perda de mandato. Portanto, a escolha dos suplentes também tem peso político, pois eles podem ocupar a cadeira senatorial em situações de contingência.
Os eleitores mineiros devem ficar atentos ao prazo de registro das candidaturas, às datas de campanha e, sobretudo, ao conteúdo das propostas apresentadas pelos candidatos. A transparência nas informações, a clareza das prioridades (saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico) e a capacidade de articulação com o governo federal são fatores decisivos para a decisão do voto.
Com a proximidade da data, os debates televisivos, as entrevistas em rádio e as redes sociais intensificam a disputa. Os cidadãos são convidados a analisar o histórico, a proposta de governo e a composição da chapa antes de exercerem o direito de voto em 4 de outubro.








